SUA SEXUALIDADE É ASSUNTO SEU, SUA SAÚDE É ASSUNTO NOSSO!


Mulheres lésbicas e bissexuais sentem-se inibidas em procurar ajuda do ginecologista. Revelar nossa intimidade num contexto social de enorme preconceito não é uma tarefa fácil. E ainda existe o medo do uso dos aparelhos (como o espéculo) para aquelas que não sofrem penetração nas suas relações sexuais.


Embora não seja possível estimar quantas vão aos consultórios, pois não existe a possibilidade de informação da orientação sexual no prontuário médico, apontamos para a falta de um espaço adequado para dialogarmos sobre nossas dúvidas e práticas sexuais.

A falta de acolhimento por parte do corpo de profissionais de saúde na rede pública, somadas ao medo da rejeição e ao preconceito efetivamente existente, faz com que muitas dentre nós saiamos dos consultórios com recomendações para usar pílulas anticoncepcionais ou camisinhas masculinas.

Sem orientação adequada algumas acham que só desenvolvem câncer de útero mulheres quem têm relações heterossexuais, deixando de prestar atenção a um fator de aumento de risco para aquelas que nunca tiveram uma gravidez e desconsiderando a necessidade de fazerem os exames e a prevenção de DSTs/AIDS.

Temos necessidade de efetivar o plano nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar a assistência ginecológica de qualidade e atenção à saúde integral em todas as fases da vida para todas as mulheres, sejam lésbicas, bissexuais, transexuais ou heterosexuais.

No consultório médico não entra o preconceito e ali TODAS SÃO BEM VINDAS!

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Principais Resultados da Pesquisa

  • Pesquisa revela tensão, por parte dos médicos, entre a noção de homossexualidade como distúrbio hormonal ou doença psíquica e a necessidade de aderir a um discurso “politicamente correto” de não discriminação.

  • No caso das mulheres os dados indicam que a saúde em geral é um tema delicado porque envolve experiências de discriminação e expectativas de desconforto, particularmente em relação à consulta ginecológica.

  • As mulheres mais masculinas tendem a evitar os médicos, recorrendo aos serviços de saúde, em geral, apenas nas situações em que se percebem incapacitadas para o trabalho ou para realizarem atividades cotidianas.

  • A abordagem das questões de prevenção faz pouco sentido para as entrevistadas lésbicas porque elas não percebem riscos nas suas práticas sexuais. Além disso, o tema desperta tensões no que diz respeito ao imperativo da fidelidade conjugal e a própria afirmação de uma identidade lésbica.

  • Há um pacto de silêncio a respeito da homossexualidade: os profissionais não falam sobre este assunto por medo de invadir a privacidade ou discriminar as pacientes, ou simplesmente porque não se sentem capacitados (tecnicamente) para abordar o assunto.

  • Já as mulheres têm receio de serem tratadas com distinção e alimentam dúvidas quanto à necessidade dessa informação durante a consulta, o que as faz silenciar sobre sua orientação e práticas sexuais.
  • O Resultado disso é uma consulta impessoal, que não reconhece a diferença das mulheres lésbicas e bissexuais, com pacientes acuadas pelo medo da discriminação explícita e um silêncio de ambas as partes que afasta as mulheres lésbicas, sobretudo as mais masculinizadas dos consultórios do SUS.

  • As consultas não raro resultam em receitas de contraceptivos e indicação de uso de camisinhas masculinas, o que faz com que as mulheres, invisibilizadas, não retornem ao consultório médico.


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POSTAGENS

Notícias atualizadas sobre SAÚDE DE LÉSBICAS E MULHERES BISSXUAIS:

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

30 - OUTUBRO - Dia Nacional de Luta contra o REUMATISMO



REUMATISMO

Isidio Calich é médico reumatologista, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tradicionalmente, reumatismo é considerado uma doença das articulações, músculos, ligamentos e tendões, de caráter não traumático, que acomete pessoas mais velhas.

Na verdade, a palavra reumatismo serve para designar inúmeras enfermidades, mais de duzentas. Provavelmente, as mais conhecidas são a artrite reumatoide e a artrose, ou osteoartrose, que afetam cartilagens e articulações e provocam dor, deformação e limitação de movimentos. No entanto, as doenças reumáticas acometem não só as articulações e cartilagens, mas também órgãos internos, como coração e rins e, para a grande maioria delas, existem fundamentos imunológicos bem definidos.

Descritos por Hipócrates, séculos antes de Cristo, os diversos tipos de reumatismo podem manifestar-se em pessoas de qualquer idade: crianças, jovens, adultos e idosos. Foi só nos últimos anos, entretanto, que surgiram drogas capazes de revolucionar o tratamento clássico da doença feito até então apenas com anti-inflamatórios.

CONCEITUAÇÃO

Drauzio – Como você define o reumatismo?

Isidio Calich – A palavra reumatismo vem do grego (rheuma), mas seu significado foi-se modificando com o passar do tempo. Atualmente, quando se fala reumatismo, estamos nos referindo a um grupo bastante extenso de doenças que acometem não só as articulações, músculos, ligamentos e tendões. Estamos nos referindo também a doenças em que o sistema imunológico está envolvido e atacam órgãos como cérebro, rins, coração, por exemplo.

Portanto, por englobar grupo tão grande de enfermidades, é muito importante caracterizar o tipo de reumatismo a fim de propor tratamento efetivo e adequado.

Drauzio – Mais ou menos quantas doenças estão classificadas como reumatismo?

Isidio Calich – Mais de 250, 300 doenças diferentes. Algumas acometem primeiro os órgãos internos. Um exemplo é o lúpus eritematoso sistêmico que, às vezes, começa pela inflamação do rim. Nesse caso, os primeiros sintomas são alterações na urina (presença de sangue e de proteína). Depois, o quadro vai se completando (as juntas incham, inflamam os músculos) e a doença adquire características reumáticas.

Outro exemplo é a febre reumática, doença que acomete principalmente crianças e pode começar pelo coração e não pelas articulações. Aliás, quanto menor a idade da criança, maior a probabilidade de comprometimento cardíaco.

Portanto, embora não seja fácil fazer o diagnóstico exato desde o início, atualmente, podemos contar com exames laboratoriais e um conhecimento maior das doenças, o que torna possível caracterizar e tratar corretamente cada tipo de reumatismo.

ARTRITE REUMATOIDE e ARTROSE

Drauzio – O reumatismo pode acometer articulações, músculos, ligamentos e tendões. Um dos principais sintomas da doença é a dor. Todavia, dores articulares podem ocorrer por diversas razões. Às vezes, a pessoa pisa de mau jeito ou exagera nos exercícios, e as articulações ficam doloridas. O que diferencia a dor reumática da dor ocasional provocada por traumatismos ou pela prática inadequada de exercícios? 

Isidio Calich – Na verdade, nos dois casos, a dor não é muito diferente. Por isso é importante levantar a história clínica do paciente para determinar se a origem da dor é mecânica ou inflamatória. Se a pessoa torceu o tornozelo, que inchou e continua inflamado, obviamente a causa é mecânica e a dor é provocada por inflamação, porque líquido se formou dentro das articulações. Em outras palavras: a membrana sinovial que forra o interior da articulação começa a produzir um líquido que determina o processo inflamatório. Nos casos de reumatismo, a dor é causada por inflamação sem história de entorse, traumatismos ou esforço repetitivo.

Drauzio – Talvez a doença reumática mais conhecida seja mesmo a artrite reumatoide. Especialmente, nas pessoas de idade, essa doença provoca deformidades nas articulações e as mãos adquirem características típicas do reumatismo, que não é uma doença apenas dos idosos…

Isidio Calich – Reumatismo é uma doença que acomete crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, e existem tipos preferenciais de acordo com a idade. A febre reumática, por exemplo, acomete principalmente crianças. O lúpus eritematoso sistêmico, uma doença autoimune, em geral se manifesta no sexo feminino, durante a puberdade, quando ocorrem alterações hormonais em virtude da transformação do sistema endócrino. Já nas pessoas de mais idade, os tipos predominantes são, sem dúvida, a artrose e a artrite reumatoide.

Drauzio – Qual a diferença entre artrose e artrite reumatoide?

Isidio Calich – Em geral, a artrose aparece depois dos 50 anos e evolui progressivamente a ponto de, aos 80 anos, todas as pessoas (100%) terem uma alteração da cartilagem que, no decorrer dos anos, vai deformando as articulações. Por que algumas pessoas sentem dor e outras não, não é bem conhecido. Há quem descubra que tem bico-de-papagaio na coluna, quando tira uma radiografia por outro motivo qualquer. Do mesmo modo, pequenas deformidades nas mãos (nódulos de Heberden) próprias da artrose podem provocar muita dor ou dor nenhuma dependendo do paciente.

Já a artrite reumatoide é uma doença autoimune que se caracteriza por inflamação que pode provocar também pequenas deformidades nas mãos. Como o sistema imunológico está envolvido no aparecimento da doença, de acordo com as características genéticas do indivíduo, sua intensidade varia para mais ou para menos.

TRATAMENTO

a) Anti-inflamatórios e cortisona

Drauzio – Quais os primeiros remédios usados no tratamento do reumatismo?

Isidio Calich – Há cerca de 50 anos, os anti-inflamatórios foram introduzidos no tratamento do reumatismo. A cortisona começou a ser utilizada em 1948, 1950, seguida pelo sal de ouro, este último indicado para o tratamento da artrite reumatoide. Como se vê, são remédios antigos, mas que apresentavam muitos efeitos colaterais, especialmente porque não se dominava o conhecimento exato de como empregá-los com adequação.

No caso dos anti-inflamatórios, apesar de a ação dessas drogas ser, em geral, muito semelhante entre si, durante anos, os laboratórios procuraram encontrar novas fórmulas que trouxessem mais benefícios e menos efeitos adversos. Já existem, por exemplo, medicamentos que atacam menos o tubo digestivo. No entanto, às vezes, ainda surgem problemas. Recentemente, atribuiu-se ao uso contínuo de um anti-inflamatório a maior incidência de comprometimento cardíaco e ele foi retirado do mercado.

Drauzio – Qual é o princípio básico da ação dos anti-inflamatórios?

Isidio Calich – Basicamente, eles inibem a produção de prostaglandina, um mediador da inflamação responsável pelo aparecimento do líquido que se forma com a inflamação. Inibindo a produção de prostaglandina, há menor transudação de células e de líquido para dentro da articulação.

Drauzio – O que é transudação?

Isidio Calich – Na doença inflamatória da articulação, os vasos sanguíneos dilatam, o que permite a passagem de líquido e células para dentro da articulação, ou seja, a transudação de líquido e células para dentro da articulação.

Drauzio – O mecanismo de ação dos derivados da cortisona é o mesmo dos anti-inflamatórios?

Isidio Calich – Não, eles atuam em diferentes níveis da inflamação. A cortisona inibe outras etapas do processo inflamatório. Na realidade, ela é o mais potente anti-inflamatório que existe.

Drauzio – A cortisona revolucionou o tratamento das doenças reumatológicas.

Isidio Calich – A história da cortisona é interessante. Quando foi desenvolvida, antes de 1950, os primeiros a utilizá-la acharam que tinham encontrado uma forma de curar os pacientes com doenças reumáticas. Sem o conhecimento exato de como deveria ser prescrita, empregavam doses muito altas e os sintomas desapareciam completamente. Aliás, como acontece ainda hoje, se doses muito altas forem ministradas, o doente tem a impressão de que realmente está curado. Com o tempo, porém, ele se torna resistente à cortisona e passa a demandar doses cada vez maiores. Acontece que os efeitos colaterais da cortisona podem ser graves: osteoporose, catarata, fraturas precoces, hipertensão arterial, diabetes só para citar alguns deles. Portanto, cortisona mal utilizada pode causar em problemas sérios. Aquilo que se admitia como cura em 1950, hoje se sabe que é apenas um anti-inflamatório potente que pode e deve ser usado quando a inflamação é intensa e retirado o mais rápido possível para evitar efeitos adversos.

b) Imunossupressores

Drauzio – No tratamento das doenças reumatológicas, os anti-inflamatórios, de um lado, e os derivados da cortisona, de outro, eram as armas de que dispúnhamos até recentemente para inibir o processo inflamatório. O que há de novo e eficaz nessa área?

 Isidio Calich – Entre o uso de anti-inflamatórios e da cortisona e os remédios de última geração, foram introduzidos os moduladores da inflamação, ou seja, drogas que inibem a produção de citocinas pelos linfócitos, as células mais envolvidas no processo inflamatório. Essas drogas impedem que as citocinas atuem levando à progressão da doença.

Esses imunossupressores clássicos, drogas que diminuem a resposta imunológica e, consequentemente o processo inflamatório, também são usados no tratamento de neoplasias, em câncer. Porisso, o paciente se assustava – e até hoje se assusta -, quando o remédio é indicado. "Mas, esse remédio minha vizinha que tem câncer está tomando. Eu também estou com câncer?", pergunta.

Na verdade, as doenças autoimunes e as doenças imunológicas têm certa proximidade com as doenças neoplásicas quanto às bases, embora percorram caminhos diferentes. No entanto, com o uso de quimioterápicos, em doses mais baixas, sem nenhum dos efeitos colaterais que podem ocorrer no tratamento das neoplasias, conseguimos controlar as doenças reumáticas.

c) Outras drogas

Drauzio – Que outras drogas podem ser usadas no tratamento dos reumatismos?

Isidio Calich – O avanço da engenharia genética e o melhor conhecimento das doenças permitiram a formação de compostos mais específicos para o tratamento do reumatismo. Por exemplo, sabe-se que um mediador da inflamação chamado TNF (fator de necrose tumoral) produzido pelas células agrava as doenças inflamatórias, especialmente alguns tipos de reumatismo. Drogas que inibem a formação do TNF têm mostrado resultados muito bons para a maioria dos pacientes. É importante dizer, porém, que não representam a cura para a doença, mas uma forma de controlá-la melhor. Isso precisa ser bem explicado para o paciente que vai utilizá-las.

Como o tratamento é longo e elas são extremamente caras, hoje, num país como o nosso, é um problema fazer uso delas de maneira ampla. Então, resta seguir a conduta convencional. Às vezes, é possível controlar a doença com drogas anti-inflamatórias associadas a um modulador da inflamação. A cloroquina, por exemplo, indicada para tratamento da malária, funciona bem nas doenças reumáticas. Se os resultados não são satisfatórios, introduzem-se os imunossupressores. Já que 80%, 85% das doenças reumáticas podem ser controladas com esses medicamentos, é um erro introduzir drogas extremamente modernas e caras sem experimentar a resposta às drogas convencionais. Agora, quando a doença é muito agressiva e não se consegue controlá-la dessa forma, tem que se considerar o emprego desses agentes biológicos que representaram grande avanço no tratamento das doenças reumáticas.

Drauzio – Deixando de lado o preço desses medicamentos, qual foi o impacto que representaram na evolução das doenças reumáticas?

Isidio Calich – Estamos usando essas drogas desde que surgiram, em 1999, e realmente elas mudaram o curso de certas doenças, por exemplo, da artrite reumatoide, uma vez que favorecem a regressão dos sintomas mais intensos e impedem a formação de erosões, ou seja, impedem a destruição da cartilagem e do osso, o que leva a deformidades.

Trabalhos têm mostrado que usadas a longo prazo essas drogas detêm o avanço da artrite, não em todos, mas em número significativo de pacientes.

Drauzio – Alguns reumatologistas defendem que as drogas mais modernas deveriam ser usadas desde o início, porque mudam a evolução natural da história da doença.

Isidio Calich – No último congresso realizado em Veneza, no final do semestre de 2005, foram apresentados vários trabalhos no tratamento da "muito precoce artrite reumatoide" (anteriormente a classificação começava em "artrite reumatoide precoce"), isto é, antes das manifestações da doença. Feito o diagnóstico, a proposta é iniciar o tratamento com essas drogas caras, mas ainda não existem dados que comprovem se realmente trazem benefícios em termos de resultados futuros. Não resta dúvida, entretanto, que o impacto econômico será um desastre, se considerarmos a hipótese de utilizá-las no Brasil, onde a população com artrite reumatoide é de 2,5 milhões, 3 milhões de habitantes.

Drauzio – Na verdade, o preço dessas drogas torna sua utilização inviável no mundo inteiro, não só no Brasil.

Isidio Calich – Esse é um aspecto importante a ser levado em conta. Além disso, é preciso reforçar a ideia de que existe boa resposta ao tratamento correto realizado com as drogas clássicas. Portanto, primeiro, deve-se tentar o esquema convencional adotado em qualquer país do mundo. Se o paciente não responder, aí então médico e paciente devem conversar sobre a utilização das novas drogas.

Fonte: Varela, Drauzio/médico.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

SAÚDE INDÍGENA

Repassando, para quem milita nesta área!


domingo, 27 de outubro de 2013

Recado: Prevenir para não remediar, é possível!




MAMOGRAFIAS


"Começar a fazer mamografias antes dos 50 anos pode aumentar o risco de exames com resultados falso-positivos", artigo

Noticiado em: 05/10/2013
Artigo
A rotina das mulheres vem mudando nas últimas décadas, principalmente nas grandes metrópoles. Por conta de compromissos profissionais, tornou-se comum a primeira gestação após os 30 anos de idade, o número médio de filhos por mulher diminuiu assim como o tempo de amamentação. Além da diminuição desses fatores protetores, houve um aumento de fatores de risco como a obesidade na pós-menopausa, o consumo frequente de bebidas alcoólicas e o uso prolongado da terapia de reposição hormonal.

Essa realidade das mulheres, associada ao envelhecimento populacional, vem causando aumento das taxas de incidência do câncer de mama. De acordo com o Inca, serão mais de 52 mil novos casos diagnosticados em todo o país em 2013. Estima-se que quase 30% desses casos poderiam ser prevenidos por meio de uma alimentação saudável e pela prática rotineira de atividades físicas.

As atenções se voltam cada vez mais para o problema, surtindo, também, exageros em torno dos chamados exames preventivos, como é o caso da mamografia de rotina em mulheres saudáveis. A orientação do Ministério da Saúde é fazê-la, a partir dos 50 anos, uma vez a cada dois anos, até os 69 anos, e sua finalidade é a detecção precoce do tumor, e não propriamente sua prevenção. A incidência deste câncer tende a aumentar com a idade e as pesquisas apontam que o maior benefício dos exames de rotina é obtido justamente na faixa etária de 50 a 69 anos.

Além disso, a mamografia não tem a mesma acuidade nas mulheres mais jovens, já que elas possuem mamas mais densas. Dessa forma, começar a fazer mamografias antes dos 50 anos pode aumentar o risco de exames com resultados falso-positivos e de biópsias desnecessárias, sem contar o risco muito pequeno de indução de câncer pela radiação. Da mesma forma, fazer a mamografia anualmente dobra os riscos sem praticamente alterar os benefícios que podem ser obtidos pela realização do exame uma vez a cada dois anos.

Além da mamografia de rotina, é importante que a mulher conheça seu corpo e esteja atenta para alterações. Se perceber algo fora do habitual em suas mamas, deverá procurar logo um médico. Geralmente o câncer de mama não está associado à dor mamária. Na verdade, o principal sinal sugestivo de câncer é a presença, na mama, de um "caroço" endurecido e fixo. A saída de líquido de forma espontânea por apenas um dos mamilos (bico do peito) também é suspeita.

Outros sinais que devem chamar a atenção das mulheres são a presença de caroço na axila, mudanças na pele da mama (retração ou aparência de "casca de laranja") e vermelhidão ou mudança na posição ou formato do mamilo. As alterações benignas são muito mais comuns - especialmente em mulheres jovens -, mas só uma avaliação profissional poderá definir o diagnóstico.

Arn Migowski 
Médico epidemiologista do Instituto Nacional de Câncer (Inca)

 

 


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Oficina de Lideranças do Movimento Organizado de Mulheres para a Prevenção e Controle do Câncer"


Data: 23, 24 e 25 de Outubro de 2013

Local: Scorial Rio Hotel

           Rua Bento Lisboa, 155 - Catete, Rio de Janeiro

           Telefone: 021 3147-9100

 23/10/2013 - Quarta-feira  

08:30 - 09:00      Recepção

09:00 - 09:30  Mesa de Abertura:

Direção do INCA/SAS/MS

Rede Feminista de Saúde. Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos

Coordenadora Nacional da Área Técnica da Saúde da Mulher/SAS/MS

Secretária Nacional de Políticas para Mulheres

Coordenação Geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas/SAS/MS

09:30- 10:00 Dinâmica de Apresentação

10:00-12:30  Bate-Papo Inicial

Mônica Assis (INCA) – Moderadora

Beatriz Kneipp (INCA) - "Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer"

Lilian Marinho (Rede Feminista) - "Movimento Organizado de Mulheres"

Debate

12:30-14:00        Almoço

14:00-17:30        Roda de Conversa 1: Dialogando com os movimentos organizados de mulheres sobre Alimentação, Tabagismo e Exposição Ocupacional

17:30-18:00        Café da Tarde

 24/10/2013 - Quinta-feira   

09:00- 10:40       Roda de Conversa 2: Dialogando com os movimentos organizados de mulheres sobre Informação, Comunicação e Educação em Saúde

10:40 - 11:00      Intervalo para café

11:00 – 13:00  Continuação da Roda de Conversa 2

13:00-14:00        Almoço

14:00-17:30        Oficina para discussão com os movimentos de mulheres sobre o conteúdo dos materiais de informação/divulgação produzidos pelo INCA.

17:30-18:00        Café da Tarde

 25/10/2013 - Sexta-feira     

09:00-11:00        Oficina Final

Articulação política

Comunicação com os gestores da área da saúde

Informação e Comunicação

11:00-11:15        Intervalo para café

11:15-13:00        Plenária de Encerramento

13:00     Almoço

 

Itamar Bento Claro
Divisão de Detecção Precoce e Apoio a Organização de Rede
Coordenação Geral de Prevenção e Vigilância -CGPV
Instituto Nacional de Câncer / MS
Tel.
 (21)3207-5640  / 3207-5512

 


CUIDADO - o RS está na lista!

Tráfico de pessoas mira mulheres, crianças e adolescentes para exploração sexual, diz pesquisa


O Ministério da Justiça divulgou nesta sexta-feira (18) estudo inédito que aponta haver grande incidência de tráfico de pessoas para fins de trabalho escravo nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Pará, Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Os dois últimos Estados também aparecem ao lado do Amapá, Pará e Roraima como regiões com alto índice de tráfico para exploração sexual.

O levantamento analisou a situação nos onze Estados do Brasil que fazem fronteiras com outros países: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Acesse a íntegra no Portal Compromisso e Atitude: Tráfico de pessoas mira mulheres, crianças e adolescentes para exploração sexual, diz pesquisa (UOL Notícias – 18/10/2013)

 

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Especialistas pedem para governo agir com cautela na adoção do tratamento antecipado do HIV/aids para adultos


(Agência de Notícias da Aids) Feito nessa segunda-feira (14) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o anúncio de que o Ministério da Saúde passará a ofertar antirretrovirais para os pacientes adultos assim que for diagnosticada a infecção pelo HIV, não mais quando o CD4 (células de defesa) estiver abaixo de 500, virou assunto do dia entre especialistas e ativistas. Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita disse que esse é um grande passo do Brasil rumo à meta preconizada pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids) de eliminar a doença até 2030. Pesquisador e professor da Universidade de São Paulo (USP), Mário Scheffer acha que a decisão só será um avanço se estiver conectada com os reais problemas da epidemia no Brasil.

Leia também: Pacientes com HIV terão tratamento antecipado, diz ministério (O Estado de S.Paulo)
Aberta a consulta pública sobre possibilidade de pacientes com HIV terem tratamento antecipado (Agência Brasil)

"A medida traz o que a ciência tem de mais avançado e impacta diretamente na morbidade, porque evita-se complicações clínicas, como a co-infecção. Na mortalidade, porque quanto mais cedo é iniciado o tratamento mais chances de evitar problemas. E na prevenção, porque derruba a carga viral e, assim, diminui a transmissão", diz Fábio Mesquita. O diretor do Programa lembra que, em 2012, o Brasil registrou 12 mil mortes por HIV/aids. E 30% se deram pela co-infecção por tuberculose, a maior causa atual de mortalidade.

O Brasil é o terceiro país a adotar o início do tratamento logo no diagnóstico, independentemente do nível de CD4.  Nos Estados Unidos e na França, o tratamento já é aplicado com sucesso, segundo Mesquita.  " Por aqui, a regra passará a ser adotada em novembro, com a publicação da portaria."

"Não resta dúvida de que a decisão tem evidências científicas como comprovaram os outros países", concorda Mário Scheffer, antes de alertar: "Mas não adianta começar mais cedo o tratamento se faltam ações para diminuir a alta taxa de diagnóstico tardio, se não forem tomadas medidas para resolver o caos da superlotação na rede de assistência e se for mantido o abandono de políticas para as populações vulneráveis, entre as quais a epidemia se concentra."

Coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, Maria Clara Gianna, assim como Scheffer, está preocupada com a demora no diagnóstico. "Os pacientes chegam ao serviço público com CD4 muito abaixo de 500", diz ela, que é médica sanitarista. "Acho a medida importante, ela vai trazer benefícios, vai diminuir a transmissão, mas, para ser efetiva, tem de expandir o diagnóstico, fazendo com que ele chegue precocemente às populações vulneráveis." Maria Clara também defende a maior organização dos serviços de atendimento visando a adesão ao tratamento, levando em conta que muitos pacientes abandonam os remédios ou deixam de tomá-los corretamente.

Eliana Battaggia Gutierrez, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, se diz favorável à medida, especialmente por acreditar que a antecipação do tratamento trará um benefício coletivo. "As pessoas com carga viral indetectável transmitem menos o vírus HIV", afirma. Mesmo assim, ela também pede atenção especial para a adesão e os efeitos colaterais. "As instituições, os pacientes e os médicos precisam ficar muito atentos a isso. Todos os medicamentos podem trazer benefícios, mas apresentam efeitos colaterais. Por isso, o médico tem de analisar caso a caso antes de iniciar o tratamento antirretroviral", diz Eliana.

Coordenadora de Políticas Estratégicas da ONG Gestos, a jornalista Alessandra Nilo concorda com Eliana. Para ela, o paciente precisa ser informado de todos os efeitos colaterais que a droga pode causar. "Ter medicamento garantido para todos é medida importante e bem-vinda, mas o médico deve analisar caso a caso. Fico pensando como estará essa pessoa 15 anos depois de ter iniciado o tratamento."

"Hoje, com a evolução dos medicamentos, cada vez mais temos menos efeitos colaterais", diz Fábio Mesquita. "E, com certeza, os benefícios compensarão os riscos. Quem diz isso é a ciência, não sou eu." Ele também acredita que a ampliação da oferta de remédios vá levar à melhoria de todos os serviços que envolvem a terapia antirretroviral. "Quanto mais gente em tratamento, mais conseguiremos entender e interferir para melhorar a qualidade de vida dos pacientes", defende ele.

Mesmo assim, a jornalista Alessandra Nilo teme que o governo esteja agindo precocemente ao anunciar a medida e pede que tudo seja feito com cautela. "Cada caso é um caso. Acho que o médico deve conversar com cada um e verificar se existe condições de adesão ao tratamento. Será que se o CD4 estiver bom não é possível esperar esse paciente se preparar para a medicação?", ela pergunta.

O diretor da Associação Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH), José Araújo Lima, se diz a favor da implantação de novas tecnologias desde que as atuais funcionem. "Hoje, as pessoas esperam em média seis meses para a primeira consulta depois do diagnóstico e têm carga viral altíssima e CD4 baixo. Acredito que a antecipação do tratamento pode ser um salto na luta contra a aids, mas o resultado disso só vamos ver daqui três ou quatro anos. Por isso, precisamos garantir as tecnologias atuais funcionando bem", diz Araújo.

Assim como Alessandra, Eliana e Maria Clara, ele destaca a importância de os médicos, desde o primeiro momento, orientar e esclarecer corretamente sobre os efeitos colaterais e garantir a adesão ao tratamento.

Acesse o PDF: Especialistas pedem para governo agir com cautela na adoção do tratamento antecipado do HIV/aids para adultos (Agência de Notícias da Aids - 15/10/2013)  


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CNJ e UERJ iniciam estudo sobre direito à saúde no País


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), realiza amplo estudo sobre o direito à saúde no País com base nas experiências de tribunais, promotorias, defensorias e outras instituições jurídicas brasileiras. O objetivo é analisar o cenário da política judiciária da saúde pública e da saúde suplementar, com vistas a conhecê-la, sistematizá-la e promover sua divulgação.
Siglas:
CNJ - Conselho Nacional de Justiça
UERJ - Universidade Estadual do Rio de Janeiro
Fonte:
18/10/2013
Boletim do Conselho Nacional de Justiça

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

CNS recomenda à Presidente Dilma que vete anistia a planos de Saúde


Em reunião ordinária realizada no último 10 de outubro, o Conselho Nacional de Saúde deliberou pela publicação e publicização de recomendação acerca da Medida Provisória nº 619 sobre o Projeto de Lei de Conversão nº 25/2013, na qual pede à Presidente Dilma Roussef o veto do artigo 19 da referida MP.


Na MP, cria-se o Programa de Fortalecimento das Entidades Privadas Filantrópicas e das Entidades sem Fins Lucrativos que atuam na área da saúde, que na prática reduz em cerca de 80% a base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS com a isenção, por parte das 
das operadoras de saúde, dos custos assistenciais com clientes, funcionários e hospitais. O programa acaba também com um passivo calculado em R$ 4 bilhões que as operadoras tinham com a Receita Federal. A notícia foi publicada em diversos jornais e em matéria  publicada no site da Abrasco. 



Na Recomendação nº018, o CNS frisa que o lucro das operadoras já atinge quase a totalidade dos gastos públicos com o Ministério da Saúde. Renúncias anteriores já haviam resguardado para o setor privado, em 2011, o valor de R$ 15,8 bilhões, num movimento de auxílio que não para de cessar. Confira o texto abaixo na íntegra.



CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE


RECOMENDAÇÃO Nº 018, DE 10 DE OUTUBRO DE 2013.



O Plenário do Conselho Nacional de Saúde em sua 250ª Reunião Ordinária, realizada nos dias 9 e 10 de outubro de 2013, no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, e pela Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, e

considerando os dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que o faturamento das operadoras de planos de saúde foi de R$ 62,3 bilhões semelhante ao orçamento do Ministério da Saúde nesse mesmo ano, que foi de R$ 62,9 bilhões;

considerando estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2012, o faturamento do mercado de planos de saúde quase dobrou entre 2003 e 2011 e seu lucro líquido cresceu mais de duas vezes e meia acima da inflação. Esse mesmo estudo mostra que a renúncia fiscal associada aos gastos com planos de saúde totalizou R$ 15,8 bilhões, em 2011, contribuindo em 9,18% para o resultado do faturamento;

considerando que esse subsídio aos planos não se reflete em reajustes menores de mensalidades ou melhora da qualidade;

considerando que, mesmo diante desse quadro de favorecimento das operadoras de planos de saúde, o Congresso Nacional, surpreendentemente, aprovou no último dia 01 de outubro a MP 619-A/Projeto de Lei de Conversão nº 25/2013, que contempla, no seu artigo 19, uma alteração na Lei nº 9.718 de 1998, permitindo que as operadoras de planos de assistência à saúde deduzam da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS os custos assistenciais com clientes;

considerando que esse artigo da MP corta em cerca de 80% a base de incidência do PIS/Cofins, ao excluir da base de cálculo do tributo todos os "custos assistenciais" das operadoras com seus clientes e, também, com os clientes de outras operadoras. Nessa lista, estão despesas com hospitais e com funcionários dos planos, por exemplo;

considerando que a aprovação desse artigo da MP libera as operadoras de pagamentos sobre o passado, fazendo com que o passivo administrativo entre as operadoras de saúde e Receita Federal, estimado em R$ 4 bilhões, deixe de existir;

considerando por fim, que ao ampliar os subsídios públicos para a saúde privada, essa medida contraria tudo o que a sociedade brasileira tem exigido das autoridades governamentais, nas ruas e no Projeto de Lei de Iniciativa Popular, nesse ano de 2013, em prol de um sistema público de qualidade, com mais recursos para o SUS.

Recomenda a Excelentíssima Senhora Presidenta de República,  que vete o artigo 19 da MPV 619.

Plenário do Conselho Nacional de Saúde em sua 250ª Reunião Ordinária, realizada nos dias 9 e 10 de outubro de 2013.



terça-feira, 15 de outubro de 2013

Política de Saúde da População LGBTT

CONVITE
A coordenação da Saúde LGBT convida para a formação e lançamento do Comitê Técnico de Saúde LGBTT do RS, que ocorrerá no dia 29 de outubro, das 13h30 às 17h30, no auditório do 5º andar do CAFF.
Atenciosamente.
Saúde da População LGBT
Departamento de Ações em Saúde
fonte: (51)3288-5894
saude-lgbt@saude.rs.gov.br

Evento da Saúde da População Negra

Prezado(a):

Ao cumprimentá-lo(a) cordialmente, convidamos para o curso de capacitação intitulado Política de Atenção Integral à Saúde da População Negra – novas construções para o fortalecimento da Atenção Básica e do Controle Social.

O objetivo do evento é fortalecer a atenção básica e o controle social no processo de implementação da Política de Saúde da População Negra no SUS.

O evento será realizado no dia 31 de outubro do corrente ano, para trabalhadores em saúde, em educação, controle social, movimento negro, lideranças de matriz africana, estudantes, entre outros, no Hotel Embaixador, das 9h às 17h, em Porto Alegre.

Contamos com a sua presença.
Cordiais saudações.


Thaís Vieira
Eventos da Saúde da População Negra
Coordenação Estadual da Saúde População Negra/DAS/SES-RS
Fone: (51) 3288-5946/5979

Seminário Internacional : “Saúde, Adolescência e Juventude: promovendo a equidade e construindo habilidades para a vida”



Com o tema "garantindo direitos para que adolescentes e jovens escolham a sua hora", evento acontece entre os dias 16 e 18, reunindo cerca de 250 participantes brasileiros e estrangeiros que vão debater sobre a importância de políticas, ações e programas em saúde para o público em questão. A SEPPIR é parceira da atividade.

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) é uma das entidades parceiras do Seminário Internacional "Saúde, Adolescência e Juventude: promovendo a equidade e construindo habilidades para a vida", que acontece de 16 a 18 de outubro, em Brasília-DF, organizado pelo Ministério da Saúde. O evento será transmitido pela Internet. Participam cerca de 250 convidados de 13 países (Argentina, Colômbia, Cuba, El Salvador, Equador, Etiópia, Guiana, Moçambique, Nigéria, Peru, Tailândia, Uruguai e Venezuela), além do Brasil. Na programação, estão previstas duas conferências e a realização de onze sessões de trabalho, além de espaços para encontros estratégicos entre os participantes do Brasil e do exterior. Com o tema "garantindo direitos para que adolescentes e jovens escolham a sua hora", o evento vai abordar a construção de habilidades entre adolescentes e jovens para a tomada de decisões voluntárias no exercício da sexualidade e vida reprodutiva, com foco nos direitos sexuais e reprodutivos . O objetivo é promover a troca de conhecimentos e boas práticas entre especialistas, gestores, profissionais e lideranças juvenis sobre a importância da saúde, em especial a saúde sexual e reprodutiva. O seminário é voltado a lideranças jovens atuantes na área entre as três esferas de governo; profissionais e gestores dos setores de saúde, juventude, educação, justiça, direitos humanos, desenvolvimento social, igualdade racial e políticas para mulheres; pesquisadores; representantes dos conselhos de direitos; representantes da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento; sociedade civil; operadores de direito; setor privado; e organizações internacionais. As participantes debateram o aprimoramento institucional (no setor saúde e demais setores) para o reconhecimento e inclusão das necessidades e expectativas em saúde de adolescentes e jovens nas políticas, ações e programas, bem como o monitoramento e avaliação de políticas para adolescentes .  A  parceria estabelecida com o Governo Brasileiro é parte dos esforços globais do UNFPA no âmbito da estratégia "Reconhecendo o Potencial da População Jovem".

Realização -
 O evento é organizado pelo Ministério da Saúde, como iniciativa da Coordenação de Saúde de Adolescentes e Jovens (ASAJ), do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES), da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS); Secretaria Nacional de Juventude (SNJ); e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). 
Além da SEPPIR, apóiam a ação, o Governo do Distrito Federal (Secretaria de Saúde, Secretaria de Cultura e Fundo de Apoio à Cultura) e entidades parceiras, como a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Ministério da Educação (MEC), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e Universidade Católica de Brasília, além de redes de organizações da sociedade civil que trabalham com temas de juventude.

OFICINA DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO –CNS


11 de outubro de 2013 – Brasilia, DF

Construção Estratégica em Comunicação e Informação para o Controle Social –CNS

Comissão Intersetorial de Comunicação e Informação do Conselho Nacional de Saúde e Equipe de Comunicação do CNS

Objetivo geral:

Dinamizar a Campanha Nacional para o fortalecimento do SUS, " SUS Público, de Qualidade e para Todos" e visibilizar as ações do controle social por meio dos conselhos. A oficina será um instrumento de capacitação de assessores (as) de comunicação dos conselhos, entidades, organizações que compõem o CNS, para uma mobilização permanente em defesa do SUS.

Objetivos específicos:

Instrumentalizar, com mecanismos de comunicação e informação, os CES, CMS e entidades para o fortalecimento do SUS e comemoração dos seus 25 anos e diagnosticar a estrutura e a estratégias de comunicação/informação dos CES, CMS e entidades.

As atividades foram divididas em manhã e tarde, e foram apresentados os seguintes temas:

Instalação da Comissão Intersetorial de Comunicação e Informação em Saúde do CNS.

Realização do diagnóstico da estrutura de comunicação dos conselhos e entidades pelo NESP- Núcleo de Estudos em Saúde Pública.

Comunicação para Fortalecer – Experiência do Saúde + 10 – Ronald Ferreira e Maria do
Socorro de Souza.

Estratégia em Redes Sociais – Ferramentas e métricas para o "Fortalecimento do Controle Social", Sabrina Silvério Silva – Agência BTBon.

Rádios Comunitárias – Capilaridade da radiodifusão comunitária no Brasil – José Luis do Nascimento Sóter – Coordenador Executivo da ABRAÇO.

Vídeo Conferência – apresentação de software – Wilany Santos e equipe de TI.

INDICAÇÃO:

LANÇAMENTO DA CAMPANHA NACIONAL EM DEFESA DO SUS

 30 de OUTUBRO de 2013 e MARCHA EM BRASILIA, DF

Siglas:

CNS – Conselho Estadual de Saúde

CES – Conselho Estadual de Saúde

CMS – Conselho Municipal de Saúde

TI – Tecnologia da Informação

Claudete Costa

LBL - RS

Membro Titular da CICIS

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Site com relatos de vítimas de estupro na França atrai mais de mil depoimentos em um mês

(BBC Brasil) Um site francês em que pessoas relatam ter sido vítimas de estupros cometidos por familiares ou amigos ganhou grande repercussão na França e já recebeu mais de mil depoimentos apenas um mês após seu lançamento.

No site Je Connais un Violeur ("Eu conheço um estuprador", em tradução livre), os depoimentos das vítimas são anônimos e os agressores não podem ser identificados.

"O objetivo é mostrar que os estupradores não são apenas marginais ou loucos que atacam em ruelas sombrias ou estacionamentos escuros. Isso corresponde a uma minoria. Na maior parte dos casos, os estupradores são parentes, namorados ou amigos", disse à BBC Brasil Pauline (que não quis divulgar o sobrenome), criadora do site.

Segundo o site, que se baseia em estatísticas de associações ligadas ao tema, como Unidos Contra o Estupro, em 80% dos casos a vítima conhece o estuprador. E um terço das agressões sexuais é cometido por maridos ou parceiros regulares.

"Não existe um perfil típico do estuprador. Ele pode ser qualquer um e de qualquer meio social: um homem casado, um irmão, um bom amigo ou um vizinho", afirma Pauline.

"É dentro de casa que ocorre a maioria dos estupros", diz.

No site, há também vítimas masculinas, como um homem que afirma ter sofrido abusos sexuais na infância cometidos por uma babá.

Pauline, que integra a direção da ONG Ouse o Feminismo, diz ter ficado surpresa com o grande número de relatos recebidos logo após a criação do site, no final de agosto.

"Eu sei que o estupro é algo bem mais comum do que se imagina, mas é um assunto tabu e normalmente as vítimas violentadas por pessoas conhecidas preferem não falar a respeito ou têm dificuldades para reconhecer que tenham sofrido uma agressão", afirma.

"Algumas pessoas até duvidam que tenham sido estupradas pelo fato de não terem sido ameaçadas com uma arma", diz Pauline.

Ação judicial
Segundo ela, vários depoimentos feitos no site são de pessoas que contaram pela primeira vez ter sofrido um estupro. "Outras comentaram com algumas pessoas, que não acreditaram ou minimizaram o problema", afirma.

Foi o que ocorreu com a francesa Fanny, de 27 anos, que contou à BBC Brasil ter sido estuprada aos 16 anos por dois amigos e novamente aos 22 anos por um namorado.

"Na época, não falei abertamente sobre as agressões porque me sentia culpada. Cada vez que comentava o assunto, as pessoas desdramatizavam o ocorrido. O site me deu a chance de ser mais livre para falar a respeito e percebi que meu caso não é isolado", afirma Fanny.

"Eu me dizia para parar de ficar triste e aceitar o que aconteceu. Mas percebi, ao ver histórias parecidas com a minha, que é importante reconhecer que foi um estupro".

"Hoje constato que deveria ter tomado uma atitude", diz Fanny, que após relatado sua história diz que irá em breve entrar com uma ação na Justiça contra seus agressores.

Desmistificação
Émilie, de 26 anos, também contou no site a agressão sexual que sofreu há sete anos, cometida por um antigo namorado.
"O site é um canal de comunicação importante para pessoas que, como eu, demoram para admitir que sofreram um estupro. Eu mesma minimizei o ocorrido na época. Foi um choque e não sabia como agir", afirmou à BBC Brasil.

"Comentei o assunto com algumas pessoas, mas não tive apoio. Me sentia culpada", conta.
"O site desmistifica o estupro e mostra que os estupradores não são apenas psicopatas ou bandidos. As pessoas podem se identificar com as experiências relatadas", afirma Émilie.

Ela diz não se sentir psicologicamente capaz de enfrentar um processo contra seu agressor.
"Tenho receio de perder a ação. Além disso, foi há sete anos, não há provas, será a minha palavra contra a dele", diz.
"Mas para mim já é importante o fato de poder falar a respeito", afirma.

Os depoimentos publicados no site não contêm os detalhes das cenas dos estupros. Detalhes das ações dos agressores também não são mencionados.
"Isso é para evitar que os relatos alimentem fantasias de pervertidos sexuais", diz Pauline.

Acesse o PDF: Site com relatos de vítimas de estupro atrai mais mil depoimentos em um mês (BBC Brasil, 08/10/2013)

 

Estudo aponta custo social da violência contra as mulheres na América Latina


(Adital) Além dos danos físicos evidentes, a violência doméstica causa marcas mais profundas na vida das mulheres, afetando sua saúde reprodutiva, a vida profissional e atingindo a saúde e o bem-estar de seus filhos. Estas foram algumas das conclusões do estudo Estimativas causais dos custos intangíveis de violência contra as mulheres na América Latina e no Caribe publicado pelo Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), que utilizou uma amostra com cerca de 83 mil mulheres, com idade entre 15 e 49 anos, de sete países da América Latina e do Caribe.

A violência contra as mulheres também afeta, especialmente, as crianças menores de seis anos, idade mais delicada da vida dos pequenos. Segundo o estudo, quando suas mães sofrem violência dentro de casa, as crianças apresentam problemas de saúde em curto e longo prazo. Os impactos da violência acontecem, inclusive, antes do nascimento do bebê, já que as mães ficam impedidas de seguirem um cronograma normal de visitas ao médico. Já as próprias vítimas da violência apresentam níveis mais baixos de hemoglobina e uma maior incidência de anemia.

Acesse a íntegra no portal Compromisso e Atitude: Estudo aponta custo social da violência contra as mulheres na América Latina (Adital – 11/10/2013)

 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Política Nacional de Saúde da População Negra: nova etapa!

(Seppir) As discussões em torno da criação de uma instância de gestão da saúde integral da população negra no Ministério da Saúde (MS) e a apresentação de dados relativos à população negra que constarão na edição de 2013 do Atlas Saúde Brasil foram os principais assuntos da reunião dos membros do Comitê Técnico de Saúde da População Negra, do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR) e MS nos dias 23 e 24 de setembro. Os encontros aconteceram no Palácio do Planalto e no Bloco Educacional da Fiocruz, no campus da UnB, em Brasília.

Um dos enfoques principais das discussões foi sobre a localização da nova instância dentro do MS. Até 11 de outubro, o Comitê Técnico vai apresentar uma proposta formal com todos os aspectos referentes à futura instância gestora da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) no Ministério da Saúde, como passo fundamental para o avanço da transversalidade da PNSIPN no Sistema Único de Saúde e execução do Estatuto da Igualdade Racial (Cap. I, Art. 6º). O prazo para anúncio da nova instância pelo ministro Alexandre Padilha (MS) é a realização da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III CONAPIR), de 5 a 7 de novembro, em Brasília (DF).

Acesse o PDF: Comitê apresentará proposta de instância no Ministério da Saúde até 11 de outubro (Seppir, 26/09/2013)


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" ser negra (o) não é questão de pigmentação, é resistência para ultrapassar a opressão"
http://fuxicodeterreiro.blogspot.com

BAIXOU A TAXA DE MORTALIDADE, MAS A PREVENÇÃO CONTINUA!

(Agência Brasil) Apesar da queda generalizada nas taxas de mortalidade da aids, a doença está presente em todo o mundo e nenhum país está isento de dar continuidade às medidas de prevenção e combate, disse o infectologista e professor de medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu Alexandre Naime Barbosa.

Leia também: Aids está entre principais causas de doenças incapacitantes na América Latina (Agência Brasil)
Pela primeira vez, novos casos de Aids têm queda, diz ONU (O Estado de S.Paulo)

Entre 2006 e 2010, as mortes em decorrência da aids aumentaram em 98 países, como mostra o estudo O Peso do HIV: Percepções a partir do Estudo Global sobre o Peso de Doenças 2010, do Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde, da Universidade de Washington.

"As barreiras econômicas, culturais e geográficas estão cada vez mais tênues hoje em dia. Portanto, não há lugar para estigmatizar países de maior risco, todos os locais sofrem com a epidemia e devem somar esforços para uma luta diária contra o HIV", avaliou Naime.

Dados divulgados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) indicam que a epidemia foi globalmente interrompida e revertida. No entanto, no Brasil, segundo o estudo, a aids é apontada como a 11ª causa de doenças incapacitantes ou de redução de vida. Dos 17 países da América Latina, Colômbia, Honduras, Panamá e Venezuela têm a aids como uma das dez principais causas de doenças incapacitantes.

"A mortalidade por aids no Brasil tem caído muito nos últimos anos, graças ao sucesso do programa que garante acesso aos medicamentos anti-HIV. Porém, esse dado positivo não pode ser traduzido em uma sensação de falsa segurança. Esse tipo perigoso de banalização não leva em conta os múltiplos efeitos adversos a curto, médio e longo prazo, bem como o estigma e o preconceito que ainda sofrem as pessoas vivendo com HIV/aids", explicou o infectologista.

O médico é enfático ao defender a prevenção da doença. "O recado é bem simples e conhecido, porém atual e necessário: use o preservativo em todas as relações sexuais".

Acesse o PDF: Apesar de queda nas mortes, infectologista alerta para atenção global com a aids (Agência Brasil, 25/09/2013)



PORTUGAL, legalizou, as complicações reduziram!


"O número de atendimentos por complicações de 'aborto ilegal' nos serviços de urgência diminuiu consideravelmente desde 2007", refere o documento que analisa os problemas associadas à interrupção da gravidez.

A média anual de atendimentos nos serviços de urgência, entre 2002 e 2007, por complicações ligadas ao aborto ilegal foi de 1.258, tendo descido para uma média de 241 entre 2008 e 2012.

Contudo, entre 2008 e 2012 há ainda que contar com as complicações registradas nas interrupções de gravidez dentro do quadro legal. Ainda assim, a média anual destes cinco anos fica abaixo dos 1.100 casos, e menor que a registrada antes da entrada em vigor da nova lei.

De acordo com os dados do relatório da Direção Geral da Saúde (DGS), também se notou uma redução do número de complicações mais graves, como infeção/septcemia e perfuração do útero.

Das oito mortes maternas registradas em 2011 e 2012 nas unidades de saúde que responderam ao questionário, nenhuma esteve associada à interrupção da gravidez, quer legal ou ilegal.

Aliás, estima-se, internacionalmente, que a mortalidade materna associada à interrupção da gravidez legal é de 0,32 em cada 100 mil nascimentos.

"A frequência de complicações comunicadas pelos serviços de saúde em 2011 e 2012 enquadra-se nos valores encontrados noutros centros internacionais", refere o relatório.

Para Teresa Bombas, da Sociedade Portuguesa de Contracepção, estes são indicadores positivos e mostram que a nova lei da interrupção voluntária da gravidez trouxe vantagens na diminuição da morbidade e dos problemas do aborto clandestino.

No Dia Mundial da Contracepção, a especialista adianta que os números em Portugal mostram que há 209 interrupções da gravidez por cada 100 mil nados vivos, dados abaixo da média europeia.

Internacionalmente, estima-se que, todos os anos, mais de 41% dos 208 milhões de gravidezes em todo o mundo não sejam planejadas, o que significa que mais de 80 milhões de mulheres têm filhos não desejados ou planejados.

Em nível mundial, dois milhões de adolescentes com menos de 15 anos e 16 milhões com idade entre os 15 e os 19 anos são mães anualmente.

Dados que são hoje divulgados pelas entidades organizadoras do Dia Mundial da Contracepção indicam que mais de metade das mulheres em idade reprodutiva nos países desenvolvidos querem evitar a gravidez.

Em Portugal, segundo Teresa Bombas, 65% das mulheres em idade fértil recorrem a contracepção oral (pílula) para não engravidar e as gravidezes na adolescência têm vindo progressivamente a diminuir.

Os desafios da contracepção serão debatidos na sexta-feira e no sábado por profissionais de saúde e investigadores, numa reunião da Sociedade Portuguesa da Contracepção que ocorrerá na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Acesse o PDF: Complicações associadas a abortos com redução significativa em Portugal (RTP Notícias - 26/09/2013)   

fonte: Agência de Notícias Patrícia Galvão 


Câncer de mama é a segunda maior causa de morte das mulheres! Previna-se!


O acesso de mulheres entre 50 e 69 anos ao exame de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 37% entre 2010 e 2012. Este público é considerado prioritário pelo Ministério da Saúde, pois depois dos 35, a incidência do câncer de mama aumenta progressivamente.
A mamografia é o instrumento que permite a detecção precoce do câncer, pois mostra lesões em fase inicial, ainda muito pequenas, medindo milímetros. O Instituto de Câncer (Inca) recomenda que o exame seja feito a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos, ou segundo recomendação médica.
Segundo o Inca, o de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado precocemente, os resultados são razoavelmente bons.
No total, foram feitos 4,4 milhões de mamografias pelo SUS, representando um crescimento de 26% em relação a 2010. Em 2012, o Ministério da Saúde investiu R$ 92,3 milhões para aumentar o acesso ao exame.
No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama são altas, segundo o Inca, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.  No Brasil, este câncer é a segunda maior causa de morte de mulheres.
Antes dos 35 anos, a doença é relativamente rara. Acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Em 2010, morreram 12.705 mulheres e 147 homens em decorrência do câncer de mama. Em 2011, foram 13.225  mortes pela doença.
Segundo o Inca, evitar a obesidade, por meio de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos, são recomendações básica para prevenir o câncer de mama, pois o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença. Segundo o instituto, a ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, é contra-indicada, pois é fator de risco para esse tipo de tumor, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos.
Como sintomas, o Inca alerta que podem surgir alterações na pele que recobre o seio, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante a casca de laranja. Secreção no mamilo também é um sinal de alerta. O sintoma do câncer palpável é o caroço no seio, que pode ser acompanhado ou não de dor. Podem também surgir nódulos perceptíveis na axila.
Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com história familiar de câncer de mama, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) tiveram a doença antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver o câncer. A recomendação do Inca é que esse grupo deve ser acompanhado por médico a partir dos 35 anos.

Fonte: EBC e Informativo Mulher Negra, 01/10/2013


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