SUA SEXUALIDADE É ASSUNTO SEU, SUA SAÚDE É ASSUNTO NOSSO!


Mulheres lésbicas e bissexuais sentem-se inibidas em procurar ajuda do ginecologista. Revelar nossa intimidade num contexto social de enorme preconceito não é uma tarefa fácil. E ainda existe o medo do uso dos aparelhos (como o espéculo) para aquelas que não sofrem penetração nas suas relações sexuais.


Embora não seja possível estimar quantas vão aos consultórios, pois não existe a possibilidade de informação da orientação sexual no prontuário médico, apontamos para a falta de um espaço adequado para dialogarmos sobre nossas dúvidas e práticas sexuais.

A falta de acolhimento por parte do corpo de profissionais de saúde na rede pública, somadas ao medo da rejeição e ao preconceito efetivamente existente, faz com que muitas dentre nós saiamos dos consultórios com recomendações para usar pílulas anticoncepcionais ou camisinhas masculinas.

Sem orientação adequada algumas acham que só desenvolvem câncer de útero mulheres quem têm relações heterossexuais, deixando de prestar atenção a um fator de aumento de risco para aquelas que nunca tiveram uma gravidez e desconsiderando a necessidade de fazerem os exames e a prevenção de DSTs/AIDS.

Temos necessidade de efetivar o plano nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar a assistência ginecológica de qualidade e atenção à saúde integral em todas as fases da vida para todas as mulheres, sejam lésbicas, bissexuais, transexuais ou heterosexuais.

No consultório médico não entra o preconceito e ali TODAS SÃO BEM VINDAS!

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Principais Resultados da Pesquisa

  • Pesquisa revela tensão, por parte dos médicos, entre a noção de homossexualidade como distúrbio hormonal ou doença psíquica e a necessidade de aderir a um discurso “politicamente correto” de não discriminação.

  • No caso das mulheres os dados indicam que a saúde em geral é um tema delicado porque envolve experiências de discriminação e expectativas de desconforto, particularmente em relação à consulta ginecológica.

  • As mulheres mais masculinas tendem a evitar os médicos, recorrendo aos serviços de saúde, em geral, apenas nas situações em que se percebem incapacitadas para o trabalho ou para realizarem atividades cotidianas.

  • A abordagem das questões de prevenção faz pouco sentido para as entrevistadas lésbicas porque elas não percebem riscos nas suas práticas sexuais. Além disso, o tema desperta tensões no que diz respeito ao imperativo da fidelidade conjugal e a própria afirmação de uma identidade lésbica.

  • Há um pacto de silêncio a respeito da homossexualidade: os profissionais não falam sobre este assunto por medo de invadir a privacidade ou discriminar as pacientes, ou simplesmente porque não se sentem capacitados (tecnicamente) para abordar o assunto.

  • Já as mulheres têm receio de serem tratadas com distinção e alimentam dúvidas quanto à necessidade dessa informação durante a consulta, o que as faz silenciar sobre sua orientação e práticas sexuais.
  • O Resultado disso é uma consulta impessoal, que não reconhece a diferença das mulheres lésbicas e bissexuais, com pacientes acuadas pelo medo da discriminação explícita e um silêncio de ambas as partes que afasta as mulheres lésbicas, sobretudo as mais masculinizadas dos consultórios do SUS.

  • As consultas não raro resultam em receitas de contraceptivos e indicação de uso de camisinhas masculinas, o que faz com que as mulheres, invisibilizadas, não retornem ao consultório médico.


VEJA RELATÓRIO COMPLETO DA PESQUISA CLICANDO AQUI!

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Clique nas palavras em MAIÚSCULAS para ir para a página específica:


- Clique em MÉDICOS para acessar dados de interesse dos MÉDICOS e demais PROFISSIONAIS DA SAÚDE!

- Clique em LÉSBICAS para acessar dados de interesse das mulheres LÉSBICAS!

A LBL sugere a leitura completa dos dois links para ambos os públicos
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POSTAGENS

Notícias atualizadas sobre SAÚDE DE LÉSBICAS E MULHERES BISSXUAIS:

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Nota sobre o Blog População Negra e Saúde

Repassamos esta importante notícia. Acessem o site e confiram

Prezadas e prezados,

Gostaria de começar este email agradecendo a todas as pessoas que apoiaram e contribuíram para a divulgação do Blog População Negra e Saúde, apesar de ser um blog com apenas 7 meses de vida, o registro do numero de visitantes aponta que teve uma boa aceitação de vocês e o que me parece que estou no caminho certo, no que se refere a publicização das ações e estrategias que envolve a Politica de Atenção a Saúde da População Negra, assim como a Promoção da Igualdade Racial e o Enfrentamento ao racismo. Bem, para visualizar a nossa situação, como não poderia ser diferente, tenho alguns dados sobre o Blog, tivemos um total de 4.159 acessos, uma media de 594 acessos mensais, dando uma media de 19,8 acessos diários, atualmente temos 34 seguidor@s, concorremos para o Premio TOP BLOG BRASIL, ficamos entre os 100 melhores na categoria saúde, alem de contribuições de companheir@s que cederam os seus textos para serem postados no Blog. Pelo visto, tivemos muitos avanços no nosso pouco tempo de vida, agora para darmos mais recheio e mais vida ao nosso Blog criamos o CANAL POPULAÇÃO NEGRA E SAÚDE (http://www.youtube.com/user/populacaonegraesaude), que pode ser acessado neste link e pelo Blog, pois lá tem um local que permite acessar o canal, ou seja, para alem do Blog, do Grupo no facebook temos um canal que ira publicizar todos os videos com informações diversas e que tenham a temática saúde da população negra, racismo, raça, gênero e temas correlatos nos seus conteúdos.

Sejam novamente bem-vind@s ao nosso CANAL, e mais uma vez conto com a contribuição de todas as pessoas em todos os sentidos!!

FELIZ 2012 para todas nós!!

Emanuelle Goes
http://populacaonegraesaude.blogspot.com/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

CARTA DA 14ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE À SOCIEDADE BRASILEIRA

CARTA DA 14ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE À SOCIEDADE BRASILEIRA
Todos usam o SUS: SUS na Seguridade Social! Política Pública, Patrimônio do
Povo Brasileiro Acesso e Acolhimento com Qualidade: um desafio para o SUS.
Nestes cinco dias da etapa nacional da 14ª Conferência Nacional de Saúde reunimos 2.937 delegados e 491 convidados, representantes de 4.375
Conferências Municipais e 27 Conferências Estaduais.
Somos aqueles que defendem o Sistema Único de Saúde como patrimônio do povo
brasileiro.
Punhos cerrados e palmas! Cenhos franzidos e sorrisos.
Nossos mais fortes sentimentos se expressam em defesa do Sistema Único de Saúde.
Defendemos intransigentemente um SUS Universal, integral, equânime,descentralizado e estruturado no controle social.
Os compromissos dessa Conferência foram traçados para garantir a qualidade
de vida de todos e todas.
A Saúde é constitucionalmente assegurada ao povo brasileiro como direito de todos e dever do Estado. A Saúde integra as políticas de Seguridade Social,
conforme estabelecido na Constituição Brasileira, e necessita ser fortalecida como política de proteção social no País.
Os princípios e as diretrizes do SUS - de descentralização, atenção integral e participação da comunidade - continuam a mobilizar cada ação de usuários, trabalhadores, gestores e prestadores do SUS.
Construímos o SUS tendo como orientação a universalidade, a integralidade, a igualdade e a equidade no acesso às ações e aos serviços de saúde.
O SUS, como previsto na Constituição e na legislação vigente é um modelo de reforma democrática do Estado brasileiro. É necessário transformarmos o SUS previsto na Constituição em um SUS real.
São os princípios da solidariedade e do respeito aos direitos humanos fundamentais que garantirão esse percurso que já é nosso curso nos últimos
30 anos em que atores sociais militantes do SUS, como os usuários, os
trabalhadores, os gestores e os prestadores, exercem papel fundamental na
construção do SUS.
A ordenação das ações políticas e econômicas deve garantir os direitos
sociais, a universalização das políticas sociais e o respeito às diversidades etnicorracial, geracional, de gênero e regional. Defendemos, assim, o desenvolvimento sustentável e um projeto de Nação baseado na
soberania, no crescimento sustentado da economia e no fortalecimento da base
produtiva e tecnológica para diminuir a dependência externa.
A valorização do trabalho, a redistribuição da renda e a consolidação da democracia caminham em consonância com este projeto de desenvolvimento, garantindo os direitos constitucionais à alimentação adequada, ao emprego, à moradia, à educação, ao acesso à terra, ao saneamento, ao esporte e lazer, à cultura, à segurança pública, à segurança alimentar e nutricional integradas às políticas de saúde.
Queremos implantar e ampliar as Políticas de Promoção da Equidade para
reduzir as condições desiguais a que são submetidas as mulheres, crianças,
idosos, a população negra e a população indígena, as comunidades
quilombolas, as populações do campo e da floresta, ribeirinha, a população
LGBT, a população cigana, as pessoas em situação de rua, as pessoas com
deficiência e patologias e necessidades alimentares especiais.
As políticas de promoção da saúde devem ser organizadas com base no
território com participação inter-setorial articulando a vigilância em saúde
com a Atenção Básica e devem ser financiadas de forma tripartite pelas três
esferas de governo para que sejam superadas as iniqüidades e as
especificidades regionais do País.
Defendemos que a Atenção Básica seja ordenadora da rede de saúde,
caracterizando-se pela resolutividade e pelo acesso e acolhimento com
qualidade em tempo adequado e com civilidade.
A importância da efetivação da Política de Atenção Integral à Saúde da
Mulher, a garantia dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos, além da
garantia de atenção à mulher em situação de violência, contribuirão para a
redução da mortalidade materna e neonatal, o combate ao câncer de colo
uterino e de mama e uma vida com dignidade e saúde em todas as fases de
vida.
A implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra
deve estar voltada para o entendimento de que o racismo é um dos
determinantes das condições de saúde. Que as Políticas de Atenção Integral à
Saúde das Populações do Campo e da Floresta e da População LGBT,
recentemente pactuadas e formalizadas, se tornem instrumentos que contribuam
para a garantia do direito, da promoção da igualdade e da qualidade de vida
dessas populações, superando todas as formas de discriminação e exclusão da
cidadania, e transformando o campo e a cidade em lugar de produção da saúde.
Para garantir
o acesso às ações e serviços de saúde, com qualidade e respeito às
populações indígenas, defendemos o fortalecimento do Subsistema de Atenção à
Saúde Indígena. A Vigilância em Saúde do Trabalhador deve se viabilizar por
meio da integração entre a Rede Nacional de Saúde do Trabalhador e as
Vigilâncias em Saúde Estaduais e Municipais. Buscamos o desenvolvimento de
um indicador universal de acidentes de trabalho que se incorpore aos
sistemas de informação do SUS. Defendemos o fortalecimento da Política
Nacional de Saúde Mental e Álcool e outras drogas, alinhados aos preceitos
da Reforma Psiquiátrica antimanicomial brasileira e coerente com as
deliberações da IV Conferência Nacional de Saúde Mental.
Em relação ao financiamento do SUS é preciso aprovar a regulamentação da
Emenda Constitucional 29. A União deve destinar 10% da sua receita corrente
bruta para a saúde, sem incidência da Desvinculação de Recursos da União
(DRU), que permita ao Governo Federal a redistribuição de 20% de suas
receitas para outras despesas. Defendemos a eliminação de todas as formas de
subsídios públicos à comercialização de planos e seguros privados de saúde e
de insumos, bem como o aprimoramento de mecanismos, normas e/ou portarias
para o ressarcimento imediato ao SUS por serviços a usuários da saúde
suplementar. Além disso, é necessário manter a redução da taxa de juros,
criar novas fontes de recursos, aumentar o Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) para a saúde, tributar as grandes riquezas, fortunas e
latifúndios, tributar o tabaco e as bebidas alcoólicas, taxar a movimentação
interbancária, instituir um percentual dos royalties do petróleo e da
mineração para a saúde e garantir um percentual do lucro das empresas
automobilísticas.
Defendemos a gestão 100% SUS: sistema único e comando único, sem
"dupla-porta", contra a terceirização da gestão e com controle social amplo.
A gestão deve ser pública e a regulação de suas ações e serviços deve ser
100% estatal, para qualquer prestador de serviços ou parceiros. Precisamos
contribuir para a construção do marco legal para as relações do Estado com o
terceiro setor. Defendemos a profissionalização das direções, assegurando
autonomia administrativa aos hospitais vinculados ao SUS, contratualizando
metas para as equipes e unidades de saúde. Defendemos a exclusão dos gastos
com a folha de pessoal da Saúde e da Educação do limite estabelecido para as
Prefeituras, Estados, Distrito Federal e União pela Lei de Responsabilidade
Fiscal e lutamos pela aprovação da Lei de Responsabilidade Sanitária.
Para fortalecer a Política de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde é
estratégico promover a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras em
saúde, investir na educação permanente e formação profissional de acordo com
as necessidades de saúde da população, garantir salários dignos e carreira
definida de acordo com as diretrizes da Mesa Nacional de Negociação
Permanente do SUS, assim como, realizar concurso ou seleção pública com
vínculos que respeitem a legislação trabalhista. e assegurem condições
adequadas de trabalho, implantando a Política de Promoção da Saúde do
Trabalhador do SUS.
Visando fortalecer a política de democratização das relações de trabalho e
fixação de profissionais, defendemos a implantação das Mesas Municipais e
Estaduais de Negociação do SUS, assim como os protocolos da Mesa Nacional de
Negociação Permanente em especial o de Diretrizes Nacionais da Carreira
Multiprofissional da Saúde e o da Política de Desprecarização. O Plano de
Cargos, Carreiras e Salários no âmbito municipal/regional deve ter como base
as necessidades loco-regionais, com contrapartida dos Estados e da União.
Defendemos a adoção da carga horária máxima de 30 horas semanais para a
enfermagem e para todas as categorias profissionais que compõem o SUS, sem
redução de salário, visando cuidados mais seguros e de qualidade aos
usuários. Apoiamos ainda a regulamentação do piso salarial dos Agentes
Comunitários de Saúde (ACS), Agentes de Controle de Endemias (ACE), Agentes
Indígenas de Saúde (AIS) e Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) com
financiamento tripartite.
Para ampliar a atuação dos profissionais de saúde no SUS, em especial na
Atenção Básica, buscamos a valorização das Residências Médicas e
Multiprofissionais, assim como implementar o Serviço Civil para os
profissionais da área da saúde. A revisão e reestruturação curricular das
profissões da área da saúde devem estar articuladas com a regulação, a
fiscalização da qualidade e a criação de novos cursos, de acordo com as
necessidades sociais da população e do SUS no território.
O esforço de garantir e ampliar a participação da sociedade brasileira,
sobretudo dos segmentos mais excluídos, foi determinante para dar maior
legitimidade à 14ª Conferência Nacional de Saúde. Este esforço deve ser
estendido de forma permanente, pois ainda há desigualdades de acesso e de
participação de importantes segmentos populacionais no SUS.
Há ainda a incompreensão entre alguns gestores para com a participação da
comunidade garantida na Constituição Cidadã e o papel deliberativo dos
conselhos traduzidos na Lei nº 8.142/90. Superar esse impasse é uma tarefa,
mais do que um desafio.
A garantia do direito à saúde é, aqui, reafirmada com o compromisso pela
implantação de todas as deliberações da 14ª Conferência Nacional de Saúde
que orientará nossas ações nos próximos quatro anos reconhecendo a
legitimidade daqueles que compõe os conselhos de saúde, fortalecendo o
caráter deliberativo dos conselhos já conquistado em lei e que precisa ser
assumido com precisão e compromisso na prática em todas as esferas de
governo, pelos gestores e prestadores, pelos trabalhadores e pelos usuários.

Somos cidadãs e cidadãos que não deixam para o dia seguinte o que é
necessário fazer no dia de hoje. Somos fortes, somos SUS.
COMISSÃO ORGANIZADORA DA 14ª CNS
Brasília, DF, 04/12/2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Relato Claudete Costa Saúde, SUS com acolhimento para todas e todos!

Olá gurias,
Hj sábado, dia de Oxum, ví a luz do sol pelo reflexo dos espelhos na passada para o banheiro, de resto, só a luz da plenária! Grande,
variada e diversa, crachás vermelhos levantados na certeza de fazer o melhor, contradições, pedidos, abstenções.
Cara e crachá os dois únicos numa só luta e nós na Relatoria, mudos, só gestos, recados escritos no papel com a letra bem nítida, prá ajudar a Mesa e fomos indo, e chegou o meio dia e a leitura estava quase finda! Ufa! Voltamos as 14hs e continuamos na lida, nesse momento, encerrados os trabalhos do grupo 2 ( é 19hs), faço a contabilidade dos outros, somos 17 grupos no total, decidindo a vida de milhões de brasileiros, usuários do SUS, pois afinal todas e todos, usam o SUS. Agora, só faltam 9 grupos encerrar os seus trabalhos e pessoas, trabalhadores, usários, gestores, andam de um lado para o outro, térreo, primeiro andar, Comissão de Apoio, Comissão de Síntese, Relatoria, agora sim, agora é dedos agéis, finalizando, totalizando, olhando, revisando, afinal domingo é o grande dia! Temos a Plenária Final!
No nosso grupo aprovamos um desejo, uma vontade, uma luta de muitos anos, passou o cuidado com as mulheres que precisam de cuidados e atendimento por causa do Aborto, gritos, cânticos, "afinal nossa luta é todo o dia, nosso corpo não é mercadoria" e eu relatando, por baixo da mesa vibro junto com as companheiras, legal! Espero que tenha passado em mais 8 grupos para ir a votação no domigo.
Agora, vou jantar, tenho comigo várias companheiras de todo o País, é com elas e por elas que estou na Relatoria e imagino se elas
descobrirem  que estou de aníversário, somando aos 60, mais um,dou risadas, calada, andando no corredor, olho pro lado desconfiada, espero que não me surpreendam, espero ficar no anonimato nessa imensa Assembléia plural !
Um beijo, um cheiro, uma saudade do meu sul!
Até a volta, (na segunda) companheiras da LBL!
Klau
--
" ser negra (o) não é questão de pigmentação, é resistência para ultrapassar a opressão"
http://fuxicodeterreiro.blogspot.com

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Notícias da 14ª CNS

Café com Ideias

Bate-papo sobre preconceito anima 14ª CNS

Portaria da Política de Saúde Integral da População LGBT foi assinada no evento

Com uma plateia diversificada e participativa, o Café com Ideias – mesa redonda com participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e representantes da sociedade civil – discutiu o preconceito. Gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais, negros, índios e pessoas vivendo HIV/aids reuniram-se nesta quinta-feira (1º de dezembro), em Brasília, durante a 14ª Conferência Nacional de Saúde.

Durante o evento, também foi assinada a portaria que institui a Política Nacional de Saúde Integral População LGBT e apresentada a cartilha "Por toda a sua Vida". A publicação foi ilustrada pelo cartunista Ziraldo e produzida pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Na cartilha, são enfocadas as formas de infecção do HIV e os meios mais eficientes para prevenir a aids. O material também explica sobre como proceder caso a pessoa seja infectada pelo vírus.

O bate-papo foi moderado pelos locutores Gislaine Martins e Ricardo Sam, da rádio Transamérica. O ministro Padilha, Ziraldo e a cantora Preta Gil se juntaram a representantes da sociedade civil para falar sobre o tema "Aids e Diversidade: Rompendo Preconceitos". O coordenador da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids, José Rayan, a ativista da Liga Brasileira de Lésbiscas, Lourdinha Rodrigues, e o militante gay da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Vítor Wolf, contaram suas experiências de enfrentamento ao preconceito e responderam a perguntas do público sobre prevenção, saúde e igualdade de gênero.

Para Preta Gil, o preconceito é o grande mal do universo. "É preciso, sim, estar atento aos jovens gays que, por medo de sofrer preconceito e até mesmo violência, acabam se tornando mais vulneráveis ao vírus da aids", destaca. O ministro da Saúde também chamou a atenção para o problema. "O preconceito é o que mais limita o ser humano a usar suas potencialidades com ele mesmo e com os outros", conclui.

Fonte: http://www.aids.gov.br/noticia/2011/bate_papo_sobre_preconceito_anima_14a_cns

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Seminário de Inovações

O Conselho Nacional de Saúde, com a cooperação técnica da OPAS/OMS Brasil, está desenvolvendo um projeto de Laboratório de Inovação que tem como tema a inclusão de cidadãos na implementação de políticas públicas de saúde. Foi formado um GT composto pelo CNS, OPAS e com a participação de professores convidados da UNB.
O objetivo principal é a incorporação de práticas inovadoras de participação no SUS, mediante as estratégias de identificar, a partir de experiências concretas, os desafios na inclusão da população nas decisões relativas às políticas de saúde; detectar e valorizar
experiências de participação e inclusão que sejam inovadoras; promover ações de apoio aos conselheiros de saúde para a incorporação de soluções e práticas inovadoras nas suas competências e habilidades. Para tanto, foram realizados estudos de caso tanto no Brasil,
dentro e fora da área da saúde, como no exterior, tendo como foco a Itália, país em que várias dessas técnicas inclusivas vêm sendo desenvolvidas há algumas décadas. E como parte desse processo foi realizado nos dias 7 e 8 de novembro o Seminário Internacional Inclusão dos Cidadãos nas Políticas Públicas de Saúde, com a participação de cerca de 200 representantes dos Conselhos Nacional, Estaduais, Municipais de Saúde e convidados do Ministério da Saúde; Ministérios da Área Social; Conselhos Nacionais de Políticas Públicas; das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, além de estudiosos do tema da participação social. Haverá uma reunião em fevereiro para dar continuidade as ações a partir dos encaminhamentos tirados no Seminário. O projeto prevê inda a publicação das experiências apresentadas. Dentre as quais não houve apresentação de experiências que tratasse da temática LGBT e, em minha opinião, isso é um dado importante para futuras ações e intervenções no sentido fomentar a necessidade ações que envolvam fortaleçam a população LGBT.
 
Verônica Lourenço
Representante LBL no Conselho Nacional de Saúde em 2 diferentes Comissões

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dia da Consciência Negra alerta para combate ao racismo no sistema público de saúde

No dia da Consciência Negra, lembrado neste domingo, 20 novembro, o Ministério da Saúde alertou para a importância de ações capazes de combater o preconceito racial na rede pública de saúde do Brasil. Uma das medidas já estabelecidas nesse sentido foi o acordo assinado recentemente para a adesão da campanha "Igualdade Racial é Pra Valer".  O acordo prevê o enfrentamento ao racismo institucional no SUS, Sistema Único de Saúde.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforça que é preciso vigiar permanentemente o tema. "Os preconceitos que existem estão arraigados na forma como a instituição se organiza, como o serviço se organiza, como os profissionais foram formados e a cultura da própria instituição.  Por isso que nós queremos  uma campanha permanente de combate ao racismo institucional nos serviços públicos e privados de saúde", destaca.

Alguns estudos já apontaram as diferenças no tipo de atendimento prestado a pessoas brancas e negras. Um deles revelou que, na hora do parto, mulheres negras acabam recebendo menos anestesia do que as brancas. A diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa do Ministério da Saúde, Julia Roland, explica que é preciso conscientizar os profissionais de saúde. "A primeira coisa para termos um combate efetivo é reconhecer que o problema existe. E ver medidas também para combatê-lo, que é o caso do próprio profissional de saúde tomar consciência disso na medida que acolhe e recebe o usuário do SUS, seja negro, índio ou de qualquer outra etnia com tratamento digno a todos", ressalta a diretora.

Segundo ela, é preciso ser realizado um trabalho contínuo de conscientização, já que o preconceito racial ainda é uma realidade no País e isso se reflete em todos os setores.

Ler mais em: http://www.blog.saude.gov.br/dia-da-consciencia-negra-alerta-para-combate-ao-racismo-no-sistema-publico-de-saude/

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

20 Novembro - ZUMBI e nossa luta!

Em 14 de novembro de 1960, Ruby Bridges, uma menina de seis anos de idade, foi levada à escola em Nova Orleans, EUA, por uma escolta de policiais federais.
A menininha foi pesadamente insultada e ameaçada de morte por uma multidão enfurecida. Ela assistiu às aulas sozinha (as demais crianças foram mantidas em casa pelos pais). E na volta para casa foi apedrejada. Seu crime: Ruby Bridges era negra.
cid:28.171457523@web113805.mail.gq1.yahoo.com

Para quem acha que LUTAR não vale a pena! Fica o convite para o LARGO ZUMBI DOS PALMARES neste 20 de novembro!

sábado, 12 de novembro de 2011

Integrantes do Conselho Nacional de Saúde veem com ressalvas atendimento domiciliar de pacientes do SUS

Integrantes do Conselho Nacional de Saúde veem com ressalvas atendimento domiciliar de pacientes do SUS
10/11/2011 - 18h07

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Lançado há dois dias pela presidenta Dilma Rousseff, o programa Melhor em Casa, que prevê atendimento médico domiciliar para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), foi visto com ressalvas por integrantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Para o conselheiro Francisco Batista Junior, se o Ministério da Saúde não cobrar a aplicação correta dos recursos do programa pelos municípios e estados, o atendimento em casa se tornará "apenas uma proposta interessante" dentro de pouco tempo. Segundo Batista Junior, o governo federal precisa impedir, por exemplo, que as secretarias locais contratem profissionais terceirizados para prestar o serviço, o que, para o conselheiro, ameaçaria a qualidade e a implantação do programa.

Ele defende a capacitação de médicos e outros funcionários da própria rede do SUS para integrar as equipes do Melhor em Casa. "Não há profissional qualificado em número suficiente. A tendência natural é terceirizar, contratar precariamente. O risco dos municípios pegar o dinheiro repassado pelo Ministério da Saúde para contratar uma empresa privada que contratará as equipes para o atendimento domiciliar é enorme", disse Francisco Junior, que representa a Confederação dos Trabalhadores em Seguridade Social da Central Única dos Trabalhadores.

Batista Junior considera mais interessante do que adotar um programa exclusivamente para atendimento domiciliar usar os recursos para aumentar o número de equipes de hospitais que já têm esse tipo de atendimento.

No Melhor em Casa, o dinheiro para custear as equipes será repassado pelo Ministério da Saúde e a contratação dos profissionais será responsabilidade dos municípios e estados. O governo federal vai dispor de R$ 1 bilhão para financiar mil equipes e 400 grupos de apoio até 2014. Até o final deste ano, serão repassados R$ 8,6 milhões.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que preside o conselho, disse hoje (10) que a pasta exigirá o cadastro atualizado mensal das equipes do programa para evitar fraudes. A declaração foi feita ao programa de rádio Bom Dia, Ministro, da EBC Serviços, produzido em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Já a conselheira Maria de Lourdes Rodrigues teme que os cuidados em casa sobrecarreguem integrantes da família do paciente, principalmente as mulheres. "Tem que ter o olhar para essa família. Pode causar algum risco para a saúde das mulheres", disse a representante do segmento dos usuários do SUS no conselho e também integrante da Liga Brasileira de Lésbicas.

O atendimento em casa será feito por médico, enfermeiro, fisioterapeuta e outros profissionais, como fonoaudiólogo, nutricionista e psicólogo. Cada equipe vai atender, pelo menos, 60 pacientes durante toda a semana, 12 horas por dia. Nos fins de semana e feriados, o serviço será prestado em regime de plantão.

Poderão receber os cuidados médicos, em casa, pacientes com dificuldade de locomoção, idosos e recém-operados que não estejam em situação grave. Um dos argumentos do ministério para a criação do Melhor em Casa é o fato de o atendimento em casa oferecer menos risco de infecção e colaborar para a recuperação mais rápida do paciente, por estar em um ambiente conhecido e familiar. Com o programa, o governo federal espera reduzir as filas nas emergências dos hospitais.
 
Edição: Lana Cristina

Melhor em casa

Governo lança programa de assistência médica domiciliar que irá sobrecarregar as mulheres

O governo federal lançou o Programa Melhor em Casa, que prevê assistência médica domiciliar para pacientes do Sistema Único de Saúde. A iniciativa, que estará disponível em alguns pontos do país, permitirá que pessoas com doenças crônicas, em recuperação de cirurgias e idosos sejam atendidos em casa, o que reduz a necessidade e o tempo de internação, mas irá sobrecarregar as famílias, em especial as mulheres, as principais cuidadoras

 

www.patriciagalvao.org.br

HPV está atacando mulheres jovens

(Globo.com) Pesquisas apontam que houve um aumento de 40% dos casos de infecção pelo vírus HPV (vírus do papiloma humano responsável pelo câncer de colo do útero), entre britânicas na faixa dos 20 anos nas duas últimas décadas. Ao mesmo tempo houve uma redução de cerca de 30% dos casos desse tipo de câncer em mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 40 anos.

Esses dados contrariam a tradição médica de diagnosticar casos deste tipo de câncer em mulheres mais velhas. Os médicos agora especulam que o motivo para o maior número de infecção pelo vírus é a troca frequente de parceiros sexuais: as mulheres iniciam sua vida sexual mais cedo e têm cada vez mais parceiros. Em mulheres mais velhas, a troca frequente de parceiros é mais rara e a redução expressiva do número de casos é atribuída ao rastreio do colo do útero em exames médicos cada vez mais precisos, que detectam alterações no colo do útero antes que se desenvolvam em câncer.

Segundo o jornal britânico "The Independent", agora os médicos debatem qual seria a idade recomendável para iniciar a triagem do útero, possivelmente entre 20 e 25 anos.

Leia na íntegra: HPV ataca mais mulheres jovens (Globo.com - 08/11/2011)

domingo, 6 de novembro de 2011

Novos treinamentos sobre Protocolo de Atendimento Médico

Na próxima Semana mais dois treinamentos acera do Protocolo, em conjunto com a secretaria de Saúde do Município.
Ao total já foram 05 turmas de Atendentes e Assistentes de Enfermagem; duas de Enfermeir@as e duas de Médicos.

As dessa semana, novamente com Médic@s.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Criado GT de Saúde das Mulheres Lésbicas no CNS

Encaminhamentos da Comissão Intersetorial de Saúde da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis – CISPLGBT / CNS

            Deliberação: aprovado o envio de ofício à SGEP/MS sugerindo que considere a campanha apresentada pela Liga Brasileira de Lésbicas do Rio Grande do Sul para ser reproduzida e distribuída nacionalmente; aprovada a participação da COFIN na CISPLGBT para debate sobre orçamento e financiamento; aprovado o envio de convite à ASCOM para vir ao CNS tratar das questões levantadas pela Comissão e de outras para, em seguida, levar o debate para as comissões do CNS; e aprovada recomendação ao Ministério da Saúde de criação de GT para elaborar o protocolo clínico de atendimento à saúde das mulheres lésbicas, entre outras demandas apresentadas pelas pesquisas, composto por representações da SEGEP/DAGEP, Departamento de DST/AIDS, Área Técnica da Saúde da Mulher e pesquisadoras.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

ONG diz que ginecologistas negligenciam lésbicas no Rio

Sáb, 10 de Setembro de 2011 23:41
 
(Agência Brasil/Agência Patrícia Galvão) Lésbicas denunciam que ginecologistas do Rio de Janeiro deixam de solicitar o exame que pode ajudar a prevenir o câncer de colo de útero porque elas não mantêm relações sexuais com homens.

"Os profissionais não reconhecem vida sexual entre duas mulheres", afirmou uma das diretoras da ONG Arco-Íris, Marcelle Esteves, que coordenou pesquisa sobre o assunto. "É assustador porque só se pode fazer a prevenção do vírus de HPV - sexualmente transmissível - a partir do exame ", destacou a diretora, lembrando que mesmo sem se relacionar com homens, as lésbicas fazem sexo.

A Secretaria Municipal de Saúde do RJ afirma que não existe motivo para os médicos não pedirem o exame preventivo às lésbicas. Gisele Israel, da Gerência do Programa de Aids, atribui o problema ao preconceito e ao desconhecimento. "Como os profissionais não passam por uma proposta de qualificação com um olhar para o diferente, os serviços se constituem sem um olhar apurado".

O superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde do RJ, Alexandre Chieppe, confirma que, mesmo com capacitação, não é fácil mudar a rotina do atendimento. "Capacitamos os gestores municipais, a questão das lésbicas está inserida nos programas de saúde da mulher, mas precisamos romper paradigmas".

Veja essa notícia na íntegra: ONG diz que médicos ginecologistas negligenciam lésbicas no Rio (Agência Brasil - 10/09/2011)

Levantamento sobre o tema realizado pela Agência Patricia Galvão, a partir de dados do Conselho Nacional de Saúde (CNS), indica que esta situação não é exclusiva do Rio de Janeiro, conforme constatou outras pesquisas apresentadas na Comissão Intersetorial de Saúde LGBT, em outubro de 2010 e debatidas no pleno do CNS, em novembro de 2010.

Os dados foram divulgados nas pesquisas realizadas em Porto Alegre, pela Liga Brasileira de Lésbicas e pelo NUPACS/Univerdade Federal do Rio Grande do Sul, e em Recife, pelo SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia, com apoio do Ministério da Saúde, e pelo Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres. O CNS aprovou recomendação ao Ministério da Saúde para criação de Grupo de Trabalho para elaboração de protocolo clínico de atendimento à saúde das mulheres lésbicas, entre outras demandas apresentadas pelas pesquisas. Acesse o protocolo clínico de Porto Alegre no blog: www.lblsaudelesbica.blogspot.com

sábado, 13 de agosto de 2011

Apresenta pesquisa em saúde de lésbicas, realizado pela ILGA-LAC

08/07/2011
Apresenta pesquisa em saúde de lésbicas, realizado pela ILGA-LAC

Apresentando o relatório "Saúde  Lésbica e Bissexual na América Latina e Caribe. Construindo novas realidades"

Por ocasião das comemorações pelo dia 28 de junho, a ILGA-LAC divulga o relatório "Saúde  Lésbica e Bissexual  na America  Latina e Caribe. Construindo novas realidades".   O relatório reúne as respostas apresentadas por 33 ativistas lésbicas pertencentes a diferentes partidos políticos de onze países da região. Elas se manifestaram, sobre diversos aspectos relacionados à saúde das mulheres lésbicas e bissexuais, com base em seus conhecimentos e experiências.

Fonte: ILGA-LAC

"A saúde das mulheres lésbicas e bissexuais na América Latina e Caribe. Construindo novas realidades" reúne  diversas informações que descrevem os cenários legislativos  em cada país e revelam as percepções das ativistas sobre temas como: qualidade da atenção às mulheres lésbicas e bissexuais, doenças que mais afetam a esses grupos; práticas discriminatórias que afetam  lésbicas e bissexuais nos centros de saúde; DST mais comuns a esses grupos; centros de saúde que dão atenção especializada a lésbicas e bissexuais, entre outros.  O documento também aborda a questão das mulheres lésbicas e bissexuais vivendo com HIV  em diferentes países da Região da América Latina e Caribe, chamando a atenção para a vulnerabilidade dessas mulheres  frente ao vírus, a partir de sua relação com o estigma e a discriminação, que é uma variável estrutural da epidemia.

Os dados desse relatório  foram reunidos a partir de uma pesquisa aplicada por diferentes ativistas  latino-americanas, bem como por ativistas, que mesmo não sendo lésbicas ou bissexuais, trabalharam  sobre o tema. A finalização do material, previamente testado no Chile, foi feita pela internet e contou com o apoio da Secretaria Regional Lésbica da ILGA LAC, que se encarregou de validar os procedimentos, gerar acompanhamentos das aplicações, além de validar o conteúdo da publicação. Com base em um enfoque integral da saúde, coloca-se  o questionamento da instituição  heterossexual e das possibilidades que a abordagem intersetorial confere à  análise da discriminação que atinge  as mulheres lésbicas e bissexuais. O relatório foi elaborado, dentro do regime de autogestão, por "IDEAS SIN GÉNERO" (Idéias sem Gênero); e "Idéias de Toda Indole- ISIG".

Considerando a extensão do documento, que já começou a ser divulgado, em breve  será elaborado um relatório executivo visando facilitar a compreensão dos importantes dados apresentados. Da mesma forma, em breve serão divulgados os resultados obtidos a partir das informações fornecidas por ativistas brasileiras e que não foram incorporados a essa edição do relatório.
Por fim, vale a pena ressaltar  que este documento vem preencher lacunas e provocar novas discussões. Fazer seu lançamento no dia 28 de junho é emblemático, pois simbolicamente, este informe  sintetiza uma das lutas que nós, mulheres lésbicas e bissexuais, travamos contra a violência que provocou  a reação daquelas primeiras vozes em Stonewall. 

ILGA-LAC é a região América Latina e Caribe da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo. A ILGA - Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo - é uma rede mundial que congrega grupos locais, nacionais e internacionais dedicados à promoção e defesa da igualdade de direitos para lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersex (LGBTI) em todo o mundo. Fundada em 1978, a ILGA reúne grupos de mais de 110 países, oriundos de todos os continentes.

ILGA, 17 rue de la Charité | 1210 Bruxelles | Tel +32 2 502 24 71 | Fax +32-2-223 48 20 | www.ilga.org

Revista de Saúde Sexual e Reprodutiva - Julho | Agosto 2011


Já está disponível na web a edição número 53 da Revista de Saúde Sexual e Reprodutiva AADS | Ipas Brasil. Acesse a edição completa no endereço: http://www.aads.org.br/revista/agosto11.html
Abaixo você encontrará o Editorial com links para algumas seções da revista.
Para ter acesso às publicações anteriores, acesse "Revista Eletrônica 2011" no site AADS | Ipas Brasil no endereço: http://www.aads.org.br

Editorial
A partir desse mês de agosto [1], após a a nomeação do substituto da ministra Ellen Gracie e a volta do ministro Joaquim Barbosa, que está de licença médica [2], está prevista a inclusão na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54 (ADPF-54) apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde, que prevê a antecipação terapêutica do parto de fetos anencéfalos. Desde 2010, AADS | Ipas Brasil juntamente com um leque de parceiros vem apoiando ativamente as atividades do Grupo de Estudos do Aborto ( GEA) que conduziu uma série de Seminários que se desdobraram em matériais na mídia escrita e falada. Apresentamos aqui um documento técnico que, apoiando-se em evidências científicas, reúne bibliografia nacional e internacional visando qualificar o debate que o tema suscita na sociedade e entre os profissionais da saúde e da justiça. O texto apresenta os principais argumentos científicos que justificam um posicionamento favorável ao objeto da ADPF nº 54.
Além disso, contamos com os primeiros resultados do estudo realizado entre abril e maio de 2009 pelo Programa Inclusão Social da Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (FLASCO) no Chile. O estudo (em espanhol) "Primera encuesta de opinión pública sobre el aborto en cuatro países de América Latina: Brasil, Chile, México y Nicaragua" teve como objetivo identificar as percepções, opiniões, conhecimentos e expectativas de diferentes atores sociais sobre o aborto. Em cada país, foram questionados, através de amostragem populacional, aproximadamente 1.200 homens e mulheres com idade superior a 18 anos, moradores de áreas rurais e urbanas. A população dos quatro países destacou a necessidade de uma maior abertura quanto ao debate e a participação dos cidadãos nas decisões de políticas públicas sobre o tema que se expressou numa demanda por tornar os marcos regulatórios sobre o aborto mais flexíveis do que aqueles que estão atualmente em vigor nesses países.
Para contribuir ainda mais com o debate que se aproxima no STF com relação a antecipação terapêutica do parto de fetos anencéfalos apresentamos ainda um texto sobre o assunto "A Anencefalia e o Supremo Tribunal Federal " assinado por Thomaz Rafael Gollop e José Henrique Torres, ambos membros do Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA).
Muito obrigada
Leila Adesse
AADS | IPAS BRASIL
[1] http://www.correiodoestado.com.br/noticias/stf-julgara-direito-a-aborto-de-anencefalos_115879/
[2] http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110809114440&assunto=27&onde=Politica


Index:

GLOBAL
"Primera encuesta de opinión pública sobre el aborto en cuatro países de América Latina: Brasil, Chile, México y Nicaragua"
FLASCO-Chile 2009

BRASIL EM FOCO
"Anencefalia: argumentos técnico-científicos para subsidiar a discussão da ADPF nº 54 pelo STF
"
GEA - Grupo de Estudos sobre o Aborto 2010

DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS
"Balanço dos resultados da 44ª. Sessão da Comissão de População e Desenvolvimento de 2011"
Beatriz Galli - Ipas - Maio 2011

SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA
"Planejamento Familiar no Brasil – Uma Análise Crítica"
Antonio Luis Correa Pereira e Maria Antonieta Nunes de Ávila 2011

Revista de Saúde Sexual e Reprodutiva
AADS | IPAS BRASIL
Coordenação Editorial - Leila Adesse
Editoração - Alessandra Foelkel

Lésbicas Feministas LBL - Região Sul - www.lblrs.blogspot.com
3a. Jornada Lésbica Feministas e 5a. Marcha Lésbica de POA

Tema: Liberdade, Saúde e Autonomia - Chega de Violência e de Lesbofobia!
www.5marchalesbicadepoa.blogspot.com

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Balanço conferencias de saúde no país - 2ª video sobre 14ª conferencia nacional saúde

COmpanheiras: para conhecimento... segue o balanço das conferencias de saúde planejadas e realizadas no país. e abaixo data das conferencias estaduais e informações sobre a 2ª video-conferencia sobre a 14ª conferencia nacional de saúde. os locais para participação estão descritos no folder anexo.
abs,
Lurdinha Rodrigues
Conselheira Nacional de Saúde
Liga Brasileira de Lésbicas


2ª Vídeo Conferência da

14ª Conferência Nacional de Saúde

 

 

Programação

 

 

DATA: 23 DE AGOSTO DE 2011               INÍCIO: 10H                TÉRMINO: 13H

TEMA: BALANÇO DA ETAPA MUNICIPAL DA 14ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE

 

COORDENAÇÃO

                 - Alexandre Padilha: Presidente da 14ª Conferência Nacional de Saúde

                 - Jurema Werneck: Coordenadora-Geral da 14ª Conferência Nacional de Saúde

                 - Francisco Batista Júnior: Secretário-Geral da 14ª Conferência Nacional de Saúde

 

ABERTURA

        - Alexandre Rocha Santos Padilha – Presidente do Conselho Nacional de Saúde

        - Jurema Werneck – Coordenadora-Geral da 14ª Conferência Nacional de Saúde

 

APRESENTAÇÃO

                - Representantes dos Conselhos Estaduais de Saúde


Data das conferencias estaduais de saúde:

 

ACRE -  Data da conferência:  04  a 07 de outubro de 2011
   
ALAGOAS -  Data da conferência:  26  a 29 de setembro de 2011
AMAPÁ -  Data da conferência:  17 a 21 de outubro de 2011
   
AMAZONAS -  Data da conferência:  18 a 21 de outubro de 2011
BAHIA -  Data da conferência:  12 a 15 de setembro de 2011
CEARÁ -  Data da conferência:  20 a 23 de setembro 2011
DISTRITO FEDERAL -  Data da conferência:  31 de agosto a 02 de setembro de 2011
ESPÍRITO SANTO -  Data da conferência:  27 de setembro a 01 de outubro de 2011
   
GOIAS -  Data da conferência:  21 a 23 de setembro de 2011
MARANHÃO -  Data da conferência: 04 a 06 de outubro de 2011
MINAS GERAIS -  Data da conferência:  08 a 11 de agosto de 2011
MATO GROSSO DO SUL -  Data da conferência:  4 a 7 de outubro de 2011
MATO GROSSO -  Data da conferência:  14 a 17 de outubro de 2011
PARÁ -  Data da conferência:  21 a 22 de outubro de 2011
PARAÍBA -  Data da conferência:  18 a 20 de outubro de 2011
PERNAMBUCO -  Data da conferência:  09 a 11 de outubro de 2011
PIAUÍ -  Data da conferência:  13 a 15 de outubro de 2011
PARANÁ -  Data da conferência:  17 a 19 de outubro de 2011
RIO DE JANEIRO -  Data da conferência:  24 a 27 de outubro de 2011
RIO GRANDE DO NORTE  -  Data da conferência:  17 a 19 de outubro de 2011
RONDÔNIA-  Data da conferência:  19 a 21 outubro de 2011
   
RORAIMA -  Data da conferência:  19 a 21 outubro de 2011
   
RIO GRANDE DO SUL -  Data da conferência:  01 a 04 de setembro de 2011
SANTA CATARIA -  Data da conferência:  19 a 21 de outubro de 2011
SERGIPE -  Data da conferência:  07 a 09 de outubro de 2011
SÃO PAULO -  Data da conferência:  31 de agosto a 02 de setembro de 2011
TOCANTINS -  Data da conferência:  28 a 30 de setembro de 2011

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3a. Jornada Lésbica Feminista - agosto de 2011
5a. Marcha Lésbica de POA
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quarta-feira, 29 de junho de 2011

MEIO DIA CONTRA A HOMOFOBIA

Ato contra a Homofobia reúne entidades na esquina democrática, neste 28 de Junho:

sábado, 28 de maio de 2011

Continua o treinamento acerca do protocolo de atendimento a Lésbicas e Bissexuais

Na preóxima semana, dia 01, teremos mais duas turmas de treinamento sobre o "protocolo de atendimento a saúde de lésbicas, bissexuais e mulheres que fazem sexo com mulheres".
Neste treinamento, para cerca de 200 profissionais da área de saúde, a idéia é divulgarmos os termos do protocolo, baseado na pesquisa realizada pelo NUPACS em parceria com a LBL em 2009, além de atacarmos o preconceito durante o atendimento, facilitando a aproximação desta população aos postos de saúde, o que refeletirá, diretamente, no aumento do cuidado destas mulheres com seu corpo e sua sexualidade.
Após esta fase, discutiremos com a SECRETARIA DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE, responsável pela publicação do protocolo, sua diviulgação junto à população de Lésbicas, bissexuais e mulheres que fazem sexo com mulheres, a fim de concientizarmos nossa população sobre seus direitos durante o exame médico e da necessidade de fazer exames ginecológicos periódicamente.
Acompanhe as notícias no nosso blog.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

SAÚDE DE LÉSBICAS SOFRE COM PRECONCEITO E DESINFORMAÇÃO


Comissão de Saúde LGBT e da Diversidade do Conselho Municipal de Saúde Rio de Janeiro 

SAÚDE DE LÉSBICAS SOFRE COM PRECONCEITO E DESINFORMAÇÃO

Vergonha em expor o corpo e despreparo dos médicos dificulta prevenção e tratamento de doenças

Câncer de mama, obesidade, HPV e uso de drogas são problemas que ameaçam a saúde feminina e, segundo pesquisas recentes, as lésbicas correm ainda mais risco de cruzar o caminho com estas doenças.

A mistura de preconceito, falta de informação e despreparo das equipes de saúde para tratar esta população é o ponto de partida para que mulheres que fazem sexo com mulheres concentrarem indicadores de saúde piores do que a população feminina em geral.

Os estudos científicos já evidenciaram que a vergonha das pacientes em expor algumas partes do corpo relacionadas à sexualidade, como as mamas e a vagina, também compõem o cenário da dificuldade das homossexuais em cumprir uma agenda preventiva às doenças.

Os números
A primeira grande publicação que alertou sobre os índices de saúde preocupantes na população lésbica foi feita pela Universidade de Pittsburgh e publicada no Arquivo Internacional de Saúde Pública.

Os médicos entrevistaram 1.017 mulheres homossexuais. Na avaliação comparativa com as heterossexuais, eles encontraram 35,5% de lésbicas fumantes contra 20,5% heteros. No primeiro grupo 57,5% usavam álcool com frequência contra 44,6% na outra turma (o índice de alcoolismo ficou 4,7% contra 1,1%).

Além disso, na faixa etária com mais de 40 anos, 93,3% das lésbicas nunca haviam feito mamografia frente ao índice de 85,1% da outra população. Como complemento desta pesquisa, a Sociedade Canadense de Câncer fez uma divulgação alertando que a mulher heterossexual visita o médico com frequência para ter acesso aos anticoncepcionais, um "privilégio" não vivenciado pelas mulheres gays. Sem passar por tantas consultas, as lésbicas não têm o colesterol e a pressão arterial avaliados com tanta recorrência, o que compromete a rotina preventiva.

Cenário nacional
No Brasil, o governo federal já sinalizou sobre a importância de aproximar as lésbicas dos serviços de saúde e, para isso, o acolhimento por parte da equipe é fundamental. Em um documento oficial distribuído para todos os Estados em 2007, os técnicos escreveram que o grupo das lésbicas e bissexuais permanece invisível nas estratégias de saúde.

"Muitos/as profissionais da rede de saúde têm dúvidas sobre o manejo do atendimento e encaminhamentos, justamente por reproduzir o modelo da heterossexualidade, nos seus campos de intervenção, cuidado e controle da saúde das mulheres", escreveram. "O resultado dessa cultura é a permanência e a ampliação dos contextos de vulnerabilidade de mulheres que, quando recorrem aos serviços, não são orientadas adequadamente para o exercício da sexualidade autônoma, segura e protegida."

Alexandre Bôer, diretor do grupo do Rio Grande do Sul Somos (Comunicação, Saúde e Sexualidade) explica que pelo fato de não terem relações sexuais com penetração, as orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis são praticamente inexistentes. Uma das consequências é que as lésbicas acabam por acreditar que não correm nenhum risco de contágio.

"Os grupos de mulheres lésbicas de todo País têm trabalhado muito as informações sobre HIV, aids e HPV. Primeiro porque quase todas as mulheres que estão em um relacionamento com outra mulher hoje já tiveram relações com homens no passado e podem ter sido contaminadas. Um outro motivo é que uma boa parte das doenças sexualmente transmissíveis (como sífilis e gonorreia, e outras verrugas e infecções que podem não vir com sintoma nenhum) acomete estas mulheres, a contaminação é fácil."

Outro aspecto que precisa ser trabalhado, avalia Bôer, é que exames para colher o papanicolaou podem ser considerados invasivos demais para mulheres que não têm penetração sexual ou são virgens. "Todos os exames médicos que mexem de alguma forma com a sexualidade precisam ser trabalhados, independentemente da orientação sexual. Os homens heterossexuais, por exemplo, têm muita restrição em fazer o toque retal. Algumas lésbicas podem ter restrições ou receios. Tudo isso precisa ser conversado abertamente com o médico, sem preconceito."

Efeito psicológico 
A psiquiatra especializada em dependência química da Unifesp, Alessandra Diehl, também já fez levantamentos e revisões de literatura especializada e encontrou em evidências internacionais que apontam maior uso de substâncias psicoativas entre as lésbicas.

"No Brasil, elas são pouco estudadas, mas sabemos que nas unidades de internação precisamos trabalhar a homofobia. O que percebemos é que nestes contextos, elas são muito acolhidas, mas isso precisa ser universal", diz. 

Uma das justificativas é que esta população enfrenta muito preconceito e uma das vias de fuga seriam as drogas. A mesma explicação pode ser aplicada para o fato das lésbicas conviverem com mais obesidade, conforme mostrou pesquisa feita Universidade de Saúde Pública dos Estados Unidos. Análise feita com 6.000 mulheres indicou que as lésbicas tinham 2,69 vezes mais risco de estar acima do peso e 2,47 vezes de serem obesas. 

Por 
Fernanda Aranda, iG São Paulo

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Treinamento acerca do protocolo de atendimento a Lésbicas e Bissexuais

Nesta quarta-feira, dia 11, com DOIS treinamentos no mesmo dia (um pela manhã outro a tarde) a Liga Brasileira de Lésbicas, através da companheira Cleudete Costa, em parceria com a Secretaria de Saúde do Município de Porto Alegre, deu início à formação de equipes de saúde no 'PROTOCOLO DE ATENDIMENTO À LÉSBICAS, BISSEXUAIS E MULHERES QUE FAZEM SEXO COM MULHERES.
O treinamento está inserido na política de treinamento da SMS que envolveu vários temas, dentre eles o protocolo.
è muitoimportante lembrarmos que POA foi pioneira no lançamento de um protocolo - inédito no Brasil - que tratasse do tema.
Fruto de uma pesquisa que levou mais de um ano e de discussões em um grupo de trabalho multidisciplinar, chegamos ao texto que agora é apresentado aos profissionais do SUS de POA.
Esperamos em breve ter iniciativas como esta replicadas em outros municípios gaúchos, no estado e quem sabe em outros estados da federação.

Baixe o protocolo clicando AQUI!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Oficinas com base no Protocolo de Atendimento Médico para Mulheres Lésbicas e Bi-Sexuais começa em Maio

Já no mês de Maio participaremos das Oficinas com profissinais do SUS da rede de Porto Alegre para dialogarmos acerca do Protocolo de Atendimento Médico para Mulheres Lésbicas e Bi-Sexuais.

Serão 05 oficinas, com cerca de 1000 profissionais nos meses de Maio e Junho.
em breve publicaremos o protocolo aqui no site.

Conferência Nacional de Saúde - importante para a constituição de direitos

Já há alguns anos a LBL ocupa acento no Conselho Nacional de Saúde, onde participamos, além do Conselho Geral, de algumas Comissões (Saúde da Mulher, População LGBT, saúde Mental).

Esta semana nossa Conselheira, Lurdinha Rodrigues deu um entrevista de cerca de uma hora no Programa de TV transmitido pela internet – Espaço Saúde em Foco - sobre Conferencias de Saúde. Quem quiser saber um pouco sobre as Conferências e o sistema do SUS, recomendamos acessar o link e acompanhar o debate

segunda-feira, 28 de março de 2011

Saúde de lésbicas sofre com preconceito e desinformação

26/03/2011 - Vergonha em expor o corpo e despreparo dos médicos
dificulta prevenção e tratamento de doenças

Fernanda Aranda, iG São Paulo

Câncer de mama, obesidade, HPV e uso de drogas são problemas que
ameaçam a saúde feminina e, segundo pesquisas recentes, as lésbicas
correm ainda mais risco de cruzar o caminho com estas doenças.

Veja também: Mulheres que mudam de sexo

A mistura de preconceito, falta de informação e despreparo das equipes
de saúde para tratar esta população é o ponto de partida para que
mulheres que fazem sexo com mulheres concentrarem indicadores de saúde
piores do que a população feminina em geral.

Os estudos científicos já evidenciaram que a vergonha das pacientes em
expor algumas partes do corpo relacionadas à sexualidade, como as
mamas e a vagina, também compõem o cenário da dificuldade das
homossexuais em cumprir uma agenda preventiva às doenças.

Os números

A primeira grande publicação que alertou sobre os índices de saúde
preocupantes na população lésbica foi feita pela Universidade de
Pittsburgh e publicada no Arquivo Internacional de Saúde Pública.

Os médicos entrevistaram 1.017 mulheres homossexuais. Na avaliação
comparativa com as heterossexuais, eles encontraram 35,5% de lésbicas
fumantes contra 20,5% heteros. No primeiro grupo 57,5% usavam álcool
com frequência contra 44,6% na outra turma (o índice de alcoolismo
ficou 4,7% contra 1,1%).

Além disso, na faixa etária com mais de 40 anos, 93,3% das lésbicas
nunca haviam feito mamografia frente ao índice de 85,1% da outra
população. Como complemento desta pesquisa, a Sociedade Canadense de
Câncer fez uma divulgação alertando que a mulher heterossexual visita
o médico com frequência para ter acesso aos anticoncepcionais, um
"privilégio" não vivenciado pelas mulheres gays. Sem passar por tantas
consultas, as lésbicas não têm o colesterol e a pressão arterial
avaliados com tanta recorrência, o que compromete a rotina preventiva.

Cenário nacional

No Brasil, o governo federal já sinalizou sobre a importância de
aproximar as lésbicas dos serviços de saúde e, para isso, o
acolhimento por parte da equipe é fundamental. Em um documento oficial
distribuído para todos os Estados em 2007, os técnicos escreveram que
o grupo das lésbicas e bissexuais permanece invisível nas estratégias
de saúde.

"Muitos/as profissionais da rede de saúde têm dúvidas sobre o manejo
do atendimento e encaminhamentos, justamente por reproduzir o modelo
da heterossexualidade, nos seus campos de intervenção, cuidado e
controle da saúde das mulheres", escreveram. "O resultado dessa
cultura é a permanência e a ampliação dos contextos de vulnerabilidade
de mulheres que, quando recorrem aos serviços, não são orientadas
adequadamente para o exercício da sexualidade autônoma, segura e
protegida."

Alexandre Bôer, diretor do grupo do Rio Grande do Sul Somos
(Comunicação, Saúde e Sexualidade) explica que pelo fato de não terem
relações sexuais com penetração, as orientações sobre doenças
sexualmente transmissíveis são praticamente inexistentes. Uma das
consequências é que as lésbicas acabam por acreditar que não correm
nenhum risco de contágio.

"Os grupos de mulheres lésbicas de todo País têm trabalhado muito as
informações sobre HIV, aids e HPV. Primeiro porque quase todas as
mulheres que estão em um relacionamento com outra mulher hoje já
tiveram relações com homens no passado e podem ter sido contaminadas.
Um outro motivo é que uma boa parte das doenças sexualmente
transmissíveis (como sífilis e gonorreia, e outras verrugas e
infecções que podem não vir com sintoma nenhum) acomete estas
mulheres, a contaminação é fácil."

Outro aspecto que precisa ser trabalhado, avalia Bôer, é que exames
para colher o papanicolaou podem ser considerados invasivos demais
para mulheres que não têm penetração sexual ou são virgens. "Todos os
exames médicos que mexem de alguma forma com a sexualidade precisam
ser trabalhados, independentemente da orientação sexual. Os homens
heterossexuais, por exemplo, têm muita restrição em fazer o toque
retal. Algumas lésbicas podem ter restrições ou receios. Tudo isso
precisa ser conversado abertamente com o médico, sem preconceito."

Efeito psicológico

A psiquiatra especializada em dependência química da Unifesp,
Alessandra Diehl, também já fez levantamentos e revisões de literatura
especializada e encontrou em evidências internacionais que apontam
maior uso de substâncias psicoativas entre as lésbicas.

"No Brasil, elas são pouco estudadas, mas sabemos que nas unidades de
internação precisamos trabalhar a homofobia. O que percebemos é que
nestes contextos, elas são muito acolhidas, mas isso precisa ser
universal", diz.

Uma das justificativas é que esta população enfrenta muito preconceito
e uma das vias de fuga seriam as drogas. A mesma explicação pode ser
aplicada para o fato das lésbicas conviverem com mais obesidade,
conforme mostrou pesquisa feita Universidade de Saúde Pública dos
Estados Unidos. Análise feita com 6.000 mulheres indicou que as
lésbicas tinham 2,69 vezes mais risco de estar acima do peso e 2,47
vezes de serem obesas.

(http://delas.ig.com.br/saudedamulher/p1237491186512.html )