SUA SEXUALIDADE É ASSUNTO SEU, SUA SAÚDE É ASSUNTO NOSSO!


Mulheres lésbicas e bissexuais sentem-se inibidas em procurar ajuda do ginecologista. Revelar nossa intimidade num contexto social de enorme preconceito não é uma tarefa fácil. E ainda existe o medo do uso dos aparelhos (como o espéculo) para aquelas que não sofrem penetração nas suas relações sexuais.


Embora não seja possível estimar quantas vão aos consultórios, pois não existe a possibilidade de informação da orientação sexual no prontuário médico, apontamos para a falta de um espaço adequado para dialogarmos sobre nossas dúvidas e práticas sexuais.

A falta de acolhimento por parte do corpo de profissionais de saúde na rede pública, somadas ao medo da rejeição e ao preconceito efetivamente existente, faz com que muitas dentre nós saiamos dos consultórios com recomendações para usar pílulas anticoncepcionais ou camisinhas masculinas.

Sem orientação adequada algumas acham que só desenvolvem câncer de útero mulheres quem têm relações heterossexuais, deixando de prestar atenção a um fator de aumento de risco para aquelas que nunca tiveram uma gravidez e desconsiderando a necessidade de fazerem os exames e a prevenção de DSTs/AIDS.

Temos necessidade de efetivar o plano nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar a assistência ginecológica de qualidade e atenção à saúde integral em todas as fases da vida para todas as mulheres, sejam lésbicas, bissexuais, transexuais ou heterosexuais.

No consultório médico não entra o preconceito e ali TODAS SÃO BEM VINDAS!

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Principais Resultados da Pesquisa

  • Pesquisa revela tensão, por parte dos médicos, entre a noção de homossexualidade como distúrbio hormonal ou doença psíquica e a necessidade de aderir a um discurso “politicamente correto” de não discriminação.

  • No caso das mulheres os dados indicam que a saúde em geral é um tema delicado porque envolve experiências de discriminação e expectativas de desconforto, particularmente em relação à consulta ginecológica.

  • As mulheres mais masculinas tendem a evitar os médicos, recorrendo aos serviços de saúde, em geral, apenas nas situações em que se percebem incapacitadas para o trabalho ou para realizarem atividades cotidianas.

  • A abordagem das questões de prevenção faz pouco sentido para as entrevistadas lésbicas porque elas não percebem riscos nas suas práticas sexuais. Além disso, o tema desperta tensões no que diz respeito ao imperativo da fidelidade conjugal e a própria afirmação de uma identidade lésbica.

  • Há um pacto de silêncio a respeito da homossexualidade: os profissionais não falam sobre este assunto por medo de invadir a privacidade ou discriminar as pacientes, ou simplesmente porque não se sentem capacitados (tecnicamente) para abordar o assunto.

  • Já as mulheres têm receio de serem tratadas com distinção e alimentam dúvidas quanto à necessidade dessa informação durante a consulta, o que as faz silenciar sobre sua orientação e práticas sexuais.
  • O Resultado disso é uma consulta impessoal, que não reconhece a diferença das mulheres lésbicas e bissexuais, com pacientes acuadas pelo medo da discriminação explícita e um silêncio de ambas as partes que afasta as mulheres lésbicas, sobretudo as mais masculinizadas dos consultórios do SUS.

  • As consultas não raro resultam em receitas de contraceptivos e indicação de uso de camisinhas masculinas, o que faz com que as mulheres, invisibilizadas, não retornem ao consultório médico.


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- Clique em LÉSBICAS para acessar dados de interesse das mulheres LÉSBICAS!

A LBL sugere a leitura completa dos dois links para ambos os públicos
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POSTAGENS

Notícias atualizadas sobre SAÚDE DE LÉSBICAS E MULHERES BISSXUAIS:

terça-feira, 24 de setembro de 2013

ABRASCO


Em setembro de 1979, durante a "I Reunião sobre Formação e Utilização de Pessoal de Nível Superior na Área da Saúde Pública, reuniram-se na sede da OPAS, em Brasília, técnicos, profissionais, alunos e professores da área da Saúde Coletiva, empenhados em fundar uma associação que congregasse os interesses dos diferentes cursos de pós-graduação da área: a Associação Brasileira de Pós Graduação em Saúde Coletiva.

A ABRASCO foi criada com o objetivo de atuar como mecanismo de apoio e articulação entre os centros de treinamento, ensino e pesquisa em Saúde Coletiva para fortalecimento mútuo das entidades associadas e para ampliação do diálogo com a comunidade técnico-científica e desta com os serviços de saúde, organizações governamentais e não governamentais e com a sociedade civil. 
Visite o site da ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) e saiba mais!
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" ser negra (o) não é questão de pigmentação, é resistência para ultrapassar a opressão"
http://fuxicodeterreiro.blogspot.com

ENTREVISTAS SOBRE SAÚDE



Jean Wyllys

 

Escritor, professor universitário de Comunicação Social e eleito deputado federal pelo PSOL-RJ para o mandato 2011-2015, Jean Wyllys tem sido uma referência na defesa, luta e debate público dos Direitos Humanos; direitos LGBT; pluralismo religioso e cultura. Atua em dez frentes e comissões na Câmara dos Deputados e recebeu condecorações e menções de reconhecimento de seu trabalho, como a medalha Pedro Ernesto (CVRJ) e o prêmio de melhor deputado pelo site Congresso em Foco. É também colunista na revista Carta Capital.

Abrasco: Como respeitar às religiosidades e seus fundamentos sem incorrer nos erros e abusos de poder dos pensamentos teocráticos que ecoam na sociedade brasileira?

Jean Wyllys: O único meio é o fortalecimento da laicidade como componente fundamental do Estado brasileiro. Um Estado laico não tem paixão religiosa, mas, ao mesmo tempo, assegura a cada indivíduo e a cada grupo que professe a religião que melhor lhes responde filosoficamente as questões do mundo. O Brasil é um país plurirreligioso, todas as religiões colaboraram para o que chamamos de identidade nacional e não se pode esquecer isto. Respeitamos as religiões, asseguramos a liberdade de crença e é necessário que o Estado esteja protegido da influência de grupos para assim trabalhar por todos.

Abrasco: Como a sociedade civil e os poderes republicanos podem e devem enfrentar o problema da discriminação social em nosso país?

Jean Wyllys: Os poderes executivos devem deixar claro que as questões da fé privada não podem interferir na gestão pública. Isso deve ser passado como receita a cada contratação, promoção, a cada novo mandato. O presidente da República; governadores; prefeitos, e seus secretários e ministros não podem estar sob pressão de grupos religiosos na hora de elaborar e executar políticas públicas. No âmbito do legislativo, temos de fazer valer a defesa da Constituição Cidadã feita por todos os parlamentares no juramento de posse. Entre esses fundamentos, consta o artigo 5º, que garante que somos todos iguais perante a lei. Se o parlamento tomar esse cuidado e a sociedade acompanhar este cumprimento, a bancada religiosa não poderá propor projetos que contrariam os princípios da dignidade humana. O Judiciário também tem de trabalhar numa perspectiva laica, impedindo qualquer juiz de agir ou confundir suas ideias pessoais de Justiça com os dogmas da sua fé.

 Abrasco: Qual é a importância da Academia e das suas entidades científicas, como a Abrasco, debaterem os grandes temas sociedade em seus encontros, como no VI Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde?

 

Jean Wyllys: A academia é um lugar de produção e reprodução do saber científico, saber este que se coloca em permanente revisão e não reivindica valores atemporais e absolutos, posições fundamentais na construção do imaginário e do bem estar social. As universidades têm de aprofundar essa função e espaço de confrontação com o senso comum. Os professores e chefes de departamento não podem ter medo dos preconceitos que muitos alunos trazem quando são aprovados, não devem se curvar a situações estúpidas e pressões, principalmente em instituições privadas. O professor não pode fugir a missão de construir cidadãos capazes de fazer suas leituras críticas do mundo e desenvolverem aquilo que Hannah Arendt chama de vida com pensamento. O papel da academia é construir vida com pensamento e, por isso, espaços o Congresso da Abrasco são importantíssimos para essa discussão. Fico feliz dele se realizar e de ter sido convidado, o que espero retribuir com minha presença e colaboração

VI CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS EM SAÚDE

Entrevistas concedidas nos Grandes Debates (13 a 17 de setembro, RJ) 

Sérgio Carrara

Cientista Social formado pela Unicamp e doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional, éhttp://www.abrasco.org.br/UserFiles/Image/Carrara_lappisSET13.jpgprofessor associado da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), coordenador do Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM/IMS/Uerj) e membro do Laboratório Integrado em Diversidade Sexual e de Gênero, Políticas e Direitos (LIDIS/Uerj)



Abrasco: Qual é a importância de se debater as formas de discriminação social e suas repercussões na saúde?


Sérgio Carrara: Se tomarmos o conceito de saúde como definido pela OMS, que abarca o completo bem-estar físico-psíquico e social, não é possível ser saudável sendo alvo de preconceitos. Parece uma banalidade discutir esses impactos, mas, em certo sentido, é uma abordagem relativamente nova em termos de estudos mais sistemáticos, seja nas tentativas de quantificação como na produção de pensamentos mais refinados sobre esses impactos. Há vários planos nos quais o preconceito apresenta essa dimensão. A violência física é o mais imediato, mas há também a negligência. O preconceito pode matar diretamente, como pode também deixar morrer. Isto tem a ver diretamente com o sistema de saúde: como elas são acolhidas e atendidas nesse serviço e como as pessoas se dispõem ou evitam a procurar ajuda, por medo ou antecipação de posições preconceituosas e descriminadoras.



Abrasco: No debate da homossexualidade, ainda encontra-se forte os discursos acerca dos grupos de risco. Como o senhor vê este tema na perspectiva de uma saúde mais inclusiva?


Sérgio Carrara: Independentemente do conceito e dos debates acerca dos grupos de risco, desenhe-se no horizonte o silenciamento, ou seja, uma outra forma do preconceito na qual se nega a existência de um problema. Digo isso pois nem as ações do Ministério da Saúde em prol da prevenção de doenças entre homens que fazem sexo com homens, como é apresentado pela terminologia oficial, estão acontecendo, tendo em vista que foi suspensa a campanha sobre o uso de preservativos que mostrava a troca de olhares entre dois homens.



Abrasco:  Qual é a importância da Academia e das suas entidades científicas, como a Abrasco, debaterem os grandes temas sociedade em seus encontros, como no VI Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde?


Sérgio Carrara: O discurso da saúde é poderoso em vários planos, pois lida com questões que tocam imediatamente na vida das pessoas e aos interesses do Estado e dos governos. O Congresso de Ciências Sociais e Humanas em Saúde da Abrasco será uma oportunidade para o campo da Saúde Coletiva se posicionar em relação a esses temas que estão na ordem do dia. O direito das mulheres e a questão do aborto aponta um retrocesso, com posições que vão se consolidando e ganhando espaço no Congresso Nacional, como a tentativa de acabar com o que já havia-se conquistado em termos do aborto legal. Um tema já consensuado no debate da saúde, pois é fácil mapear o número de mulheres internadas por conta de complicações com abortos ilegais, um número imenso. Já as questões relativas à homofobia trazem dados mais imprecisos, não se consegue medir tão claramente os números da violência, mas está aí, nas escolas e nos serviços de saúde. O debate LGBT em saúde é um debate em gestação e este é o momento para que esta questão seja melhor trabalhada em busca de ações mais democráticas.

 

PALAVRA DA PRESIDENTE: Maria do Socorro de Souza


Assessora de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Maria do Socorro é a primeira mulher e usuária do Sistema Único de Saúde a ocupar a presidência do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

 

Abrasco: Desde o início das manifestações de Junho, as pautas e temas relacionados à saúde ganharam visibilidade como nunca antes no Brasil. O debate saiu da fila do SUS e agora abarca outras questões. Como a senhora percebe essa ampliação no debate social?



Maria do Socorro:  As mobilizações de junho mostraram que o efeito do SUS na vida do povo brasileiro, após 25 anos de sua implementação, é menor do que o esperado. Ao clamarem por uma saúde padrão FIFA mostram que - apesar da conquista legal da saúde como dever do Estado e direito de todos cidadãos - , vivemos no dia a dia muitas dificuldades para garantir esse direito. A conjuntura favoreceu esse destaque da saúde na agenda da sociedade, do governo,  do Congresso Nacional e da mídia, ainda que a partir de temas emergenciais, como o Programa Mais Médico e Mais Saúde; polêmicos e complexos, como a Lei do Ato Médico; alguns de cunho conservador, como a internação compulsória, a cura gay e o Estatuto do Nascituro; e outros importantes para o resgate da credibilidade e legitimidade do SUS perante a sociedade, como o Serviço Civil Obrigatório,  a Lei de Responsabilidade Sanitária e a Lei de Iniciativa Popular por 10% da Receita Corrente Bruta da União. Contudo, a velha saga por que passa diariamente a população continua no campo da assistência médica, consagrada pelas filas presenciais e virtuais nos pronto-socorros, ambulatórios e hospitais, mostrando como ainda é baixa capacidade da gestão pública em responder de forma resolutiva às demandas de saúde da população.



Abrasco - Como a sociedade civil e os poderes republicanos podem e devem enfrentar os gargalos da saúde em nosso país?

 

Maria do Socorro:  As ruas mostraram que a saúde deve ser tratada pelo Estado e pela sociedade brasileira como prioridade nacional, e que sua solução passa pelo resgate da credibilidade e legitimidade do SUS, pela afirmação da saúde como política social importante para o desenvolvimento do país e para o pacto de democracia e cidadania brasileira. Superar as antigas heranças,  os limites impostos pela política econômica do país, e apontar soluções definitivas para consolidar o SUS exige determinação política dos poderes republicanos nos três níveis, em especial do governo federal e do Congresso Nacional. Significa encontrar solução para um financiamento  adequado, formulação e implementação de plano de cargos, carreiras e salários para os profissionais de saúde, e uma qualificação para que a gestão pública seja eficiente, transparente e democrática de modo a combater a corrupção e todas formas de privatização. Mas uma condição para isso é certa: a permanente mobilização e a pressão popular.



Abrasco - Qual é a importância da Academia (entendendo-a pela comunidade de professores, pesquisadores e estudantes) e das suas entidades científicas, como a Abrasco, debaterem os grandes temas sociedada brasileira em seus encontros, como é o caso do VI Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde?

 

Maria do Socorro: A produção do conhecimento no setor saúde por entidades como a Abrasco, CEBES, Sociedade Brasileira de Bioética, Rede Unida, Fiocruz, dentre tantas outras,  tem contribuído para fundamentar e qualificar a  luta política  em defesa do SUS e para o avanço do desenvolvimento científico e tecnológico do setor. Isso é possível porque essas entidades científicas têm assumido postura crítica, autônoma  e propositiva frente às medidas governamentais. Sua contribuição, contudo, ganha maior envergadura a medida que rompem os muros do academicismo e ganham capilaridade junto às organizações de trabalhadores da saúde, movimentos sociais, setores populares.  É necessário articular esses temas e dele produzir ações no interior das esferas do controle social da saúde, para assim ajudar a superar as contradições e as tensões da luta política no dia-a-dia, fazendo valer o interesse público e a satisfação das necessidades de saúde do povo brasileiro.

 


Governo vai ampliar faixa de vacinação em 2014

Governo vai ampliar faixa etária de vacinação contra o vírus; em 2015, meninas de 9 anos serão imunizadas.

O Ministério da Saúde informou, ontem, que vai ampliar a faixa etária das meninas que poderão receber a vacinação contra o vírus HPV pela rede pública de saúde.

A previsão inicial --dada em julho deste ano, quando a vacina foi anunciada-- era imunizar, em 2014, meninas de 10 e 11 anos; e, a partir de 2015, apenas as de 10 anos.

O esquema vacinal seria composto por três doses, com a segunda dose sendo aplicada um mês após a primeira, e a terceira seis meses após a primeira.

Mas um novo esquema de imunização será usado, disse o ministério. A ideia agora é vacinar, em 2014, garotas de 11 a 13 anos; e, a partir de 2015, abarcar as meninas de 9 a 11 anos.

Assim, explica a pasta, serão vacinadas de forma regular garotas de 9 a 13 anos.

O governo trabalha com a perspectiva de oferecer a vacina por meio de estratégias que envolvam as escolas e os postos de saúde --o que vai variar a depender da cidade.

Para tanto, foi estabelecido um espaçamento maior entre as três doses. Agora, a segunda dose deve ser aplicada seis meses após a primeira, e a terceira deve ser dada cinco anos depois da primeira.

De acordo com o ministério, o novo formato tem respaldo de estudos e práticas internacionais, e a aplicação da terceira dose cinco anos após a primeira pode funcionar como reforço.

Segundo a Saúde, o esquema já é usado por países como Canadá, México, Chile e Suíça e segue recomendação da Opas (Organização Pan Americana de Saúde).

A imunização será oferecida pela rede pública a partir de março de 2014.

QUADRIVALENTE

O governo optou por adquirir a vacina, que atua contra quatro subtipos do vírus (quadrivalente), da empresa americana MSD. Será feita a transferência de tecnologia da MSD para o Instituto Butantan (SP).

A vacina pode prevenir contra o vírus HPV, responsável por 95% dos casos de câncer de colo uterino. O vírus também está ligado a outros tipos de câncer (como o anal) e a verrugas genitais.

Para ser transmitido, basta um contato íntimo --não sendo preciso haver relação sexual. Por isso, especialistas defendem que a vacina seja dada a garotas que estão entrando na adolescência.

Para a oferta da vacina só no ano de 2014, o governo vai investir R$ 360,7 milhões.

Acesse em pdf: Meninas de 11 a 13 anos terão vacina de HPV em 2014 (Folha de S.Paulo - 19/09/2013)

Fonte: Agência Patricia Galvão
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Usuárias de crack são vulneráveis a estupros e gravidez precoce, revela maior pesquisa mundial sobre a droga


(SPM) Cerca de 10% das usuárias estavam grávidas no momento da entrevista. Quase 30% admitiram haver se prostituído por causa da droga.

No universo de 370 mil usuários de crack das capitais e regiões metropolitanas do Brasil, 21,3% são mulheres. A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), ao analisar o dado – que faz parte da pesquisa "Perfil dos Usuários de Crack e/ou Similares no Brasil", divulgada pelos ministérios da Justiça e da Saúde – ressaltou sua importância pois, "pela primeira vez é explicitada a percentagem de usuárias em um estudo. Isso possibilitará ao governo definir as ações específicas para combater esse problema".

O estudo foi divulgado, nessa quinta-feira (19/09), em Brasília. Pela SPM, estiveram presentes a secretária-adjunta de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM, Rosangela Rigo, e a coordenadora-geral de Acesso à Justiça e Combate à Violência, Aline Yamamoto.

O levantamento aponta que 29,9% das usuárias admitiram ter se prostituído em troca da droga ou de dinheiro e que 44,5% sofreram violência sexual em algum momento da sua vida. Dos 370 mil usuários, 29,2% disseram que a violência sexual, a perda afetiva ou problemas familiares os levaram ao uso de crack ou similares.

Gravidez – Cerca de 10% das usuárias de crack ou similares relataram estar grávidas no momento da entrevista e mais da metade já havia engravidado ao menos uma vez desde que iniciou o uso. Isso foi considerado preocupante pelos pesquisadores, devido às consequências importantes do consumo da droga durante a gestação sobre o desenvolvimento neurológico e intelectual das crianças expostas.

HIV – Mais de um terço do total de usuários (39,5%) informaram não ter usado o preservativo em nenhuma das relações sexuais vaginais, no mês anterior à entrevista. Apesar da evidente exposição ao risco, mais da metade (53,9%) afirmou nunca ter realizado teste para HIV. Nos municípios que não as capitais, essa proporção é ainda maior, chegando a 65,9% de não testagem.

A pesquisa foi encomendada pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad) à Fiocruz. Para coletar os dados, cerca de 500 profissionais, como pesquisadores, assistentes sociais e psicólogos, foram a locais usados para consumo da droga, mapeados com ajuda de fontes locais – secretarias de Saúde, Assistência Social e Segurança, além de organizações não-governamentais e lideranças comunitárias. As equipes entrevistaram 7.381 usuários de crack, em 112 municípios de portes variados – incluindo todas as capitais brasileiras. Eles foram entrevistados entre novembro de 2011 e junho de 2013.

Acesse o PDF: Usuárias de crack são vulneráveis a estupros e gravidez precoce, revela maior pesquisa mundial sobre a droga (SPM, 20/09/2013)

 Fonte: Agência Patrícia Galvão


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Oficina Equidade - Saúde LGBT

Prezad@s,


Informo que a Oficina Estadual Compartilhada: Uma Agenda de Efetivação da Promoção da Equidade no SUS, dias 10 e 11 de setembro, será realizada no hotel City Hotel.

City Hotel Porto Alegre

Endereço: Rua Dr. José Montaury nº 20 - Centro - Porto Alegre RS

Telefone: (51) 3212 5488

Saliento a importância da participação no dia 11 de setembro, 9 horas, pois a discussão acontecerá exclusivamente no diálogo com os movimentos sociais.

Assinado: Angelo Brandelli Costa

Oficina Equidade - Saúde LGBT


Prezad@s, 

Nos dias 10 e 11 de setembro, estaremos recebendo o Ministério da Saúde que realizará conosco uma Oficina de Promoção de Equidade.

Precisamos garantir a presença do movimento LGBT no dia 11 para iniciarmos a discussão conjunta a respeito do planejamento da política e da criação do Comitê Técnico Estadual da Saúde LGBT com composição do movimento .

Favor repassar esse e-mail para tuas redes
Contamos com a tua presença!

O local ainda será confirmado pelo Ministério. Enviarei em breve nova mensagem

Segue a programação.

 

 Ministério da Saúde

Dia 10

Conteúdo: Diálogo com a Gestão do SUS (Ministério da Saúde e Secretaria de Estado de Saúde):

09:00 as 9:30

9:30 as 12:30

Apresentação dos participantes

Apresentação da Proposta e do Programa da Oficina –

Apresentação da carta de compromisso pactuada no Seminário de Equidade, realizado em 2012;

Apresentação dos avanços: Saúde da População Negra, Indígena, Prisional e Educação Popular

12:30 as 14:00

Almoço




14:00 as 15:30


15:30 as 17:30





Pactuação das Políticas do Campo, LGBT e População de Rua;

Desenho do Planejamento Estratégico para Implementação (grupo de trabalho).



Dia 11

Conteúdo: Diálogo com a Sociedade Civil



09:00 as 12




Política do Campo e LGBT em diálogo com Movimentos Sociais

Lançamento do Comitê Estadual de Educação Popular


12:00 às 13:00

Almoço




Angelo Brandelli Costa
Departamento de Ações em Saúde
Saúde da População LGBT
Fones: (51) 3288-5894 - (51) 8405-4408





domingo, 8 de setembro de 2013

CÂNCER DE MAMA

" É mais violento nas mulheres mais jovens!"

Pois é, quando pensamos em câncer de mama, é comum pensarmos na imagem de uma mulher mais velha com a doença.

Segundo os informes do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul, ele é mais violento entre as mulheres (jovens) entre 15 a 49 anos de idade, no Brasil. A estimativa é de que surjam em 2013, em todo o país, 52.6 mil novos casos – cerca de 30% destes casos entre mulheres abaixo de 40 anos.

É um problema de saúde pública, pois a incidência cresce de 1% a 2% ao ano no mundo inteiro, em todas as idades. No estado, está previsto que 1.050 mulheres morram neste ano em decorrência da doença.

A mastologista Maira Caleffi, presidenta do Instituto da Mama, lembra que, como a mamografia de rotina só é solicitada pelos médicos, geralmente, a partir dos 40 anos, o câncer pode não ser detectado nas mais jovens. Nessa faixa etária, "ele é mais agressivo, por isso é necessário rapidez no diagnóstico".

O mal da vida moderna

Dados estatísticos afirmam que o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres e responde por 22% do total dos tipos de câncer que surgem a cada ano. Se diagnosticado e tratado no início, tem boas chances de cura.

Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61% dos casos tratados. Não há como evitar, mas o aumento do número de casos da doença tem a ver coma evolução do tipo de vida que levamos: o estresse e o fato de ter filhos mais tarde podem contribuir para isso. Entre as mais jovens, a doença é rara até os 20 anos e pouco frequente entre 20 e 30 anos, mas, vejam bem, a partir dos 30 anos, surgem mais casos, mais agressivos.

Conselho: Cuide-se e viva melhor

Algumas rotinas saudáveis, podem diminuir os riscos, mas é necessário o controle mensal, a visita ao seu (sua) ginecologista.

Então, um conjunto de atitudes e de rotinas, ajudará a prevenir a doença: pratique exercícios físicos com regularidade e coma muitas frutas, verduras e legumes. Evite a obesidade, não fume e evite ingerir álcool em excesso.

Se é difícil diminuir o ritmo acelerado da vida, procure levá-la de forma mais leve, incluindo atividades prazerosas, sem aumentar as dificuldades ou se estressar no seu dia à dia, como afirma o poeta, " deixa a vida me levar, vida leva eu" (Zeca Pagodinho).

A partir dos 20 anos, faça o autoexame das mamas uma vez por mês, após o ciclo menstrual. A partir dos 40 anos, solicite uma mamografia atual, no SUS, a partir dos 46 anos de idade, ela é gratuita, é seu direito.

Na consulta mensal, avise a sua (seu) ginecologista se, na sua família, houver casos de câncer de mama, pois os exames deverão ser feitos mais cedo do que o normal, ou das idades mencionadas, não espere, cuide-se.

Fonte: Instituto da Mama, RS e INCA, RJ

DOENÇA CELÍACA


VOCÊ PODE TER E NÃO SABER

*Fenacelbra

O que é?

É uma doença do intestino delgado que dificulta o organismo de absorver os nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água, caracterizada pela intolerância permanente ao glúten, em pessoas geneticamente predispostas. O único tratamento é a dieta isenta de glúten.

O que é glúten?

O glúten é a principal proteína presente no Trigo, Aveia, Centeio, Cevada e nos subprodutos como:  malte, gérmen  e  farelo  de trigo, gérmen e farelo de aveia.

Quais os principais sintomas?

Dor e distenção abdominal (gases), diarreia crônica, perda de gordura nas fezes, desnutrição. São comuns também perda de peso, vômitos, constipação intestinal, irritabilidade, depressão, anorexia, baixa estatura, cãibras e fadiga muscular, dores nas articulações, mudança de comportamento, anemia sem causa aparente, entre outros.  A pessoa celíaca poderá apresentar um ou vários sintomas que desaparecerão com uma dieta isenta de glúten.

Doenças Associadas

Dermatite, herpetiforme, osteoporose, diabetes mellitus, hipotireoidismo, doenças autoimunes, intolerância à lactose, deficiência da imunoglobulina A (IgA).

Como se faz o diagnóstico?

Através de exame de sangue (sorologia) – antitransglutaminase IgA e endoscopia com biópsia do intestino delgado. Podem ser feitos pelo SUS – Portaria SAS/MS n° 307, de 17/09/2009.

ALERTA

Não inicie uma dieta sem glúten antes de fazer os exames para não prejudicar os resultados!

Por que a dieta isenta de glúten é importante?

A dieta é o único tratamento eficaz até o momento. As melhoras na qualidade de vida começam a aparecer após alguns dias, a contar do inicio da dieta. O intestino delgado normalmente leva algum tempo para estar completamente recuperado, mas a dieta deve ser seguida por toda a vida, para garantir a plena saúde do celíaco.

Alimentos que a (o) celíaco pode comer

Todas as frutas, verduras, legumes, carnes, peixes, aves, ovos, feijão, lentilha, quinua, amaranto, amendoim, nozes, amêndoas, castanhas, farinhas de arroz, mandioca, soja, milho, fécula de batata, polvilho, araruta, amido de milho e todos os alimentos que NÃO CONTENHAM GLÚTEN.

Rótulos de Alimentos

A Lei Federal n° 10.674 de 2003, determina a obrigatoriedade de constar nos rótulos das embalagens de alimentos industrializados as inscrições: " Contém Glúten" ou " Não Contém Glúten", conforme o caso, visando garantir o direito à saúde da cidadã (ão) celíaco.

Fonte:  FENALCELBRA – Federação Nacional que representa a ACELBRAS, associações de Celíacos do Brasil – Estaduais e Municipais. WWW.doencaceliaca.com.br

 

"PREVENIR É O MELHOR REMÉDIO, CUIDE-SE"



Câncer do Colo do Útero

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, demora muitos anos para se desenvolver. As alterações das células que podem desencadear o câncer são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou), por isso é importante a sua realização periódica. A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, com alguns subtipos de alto risco e relacionados a tumores malignos.

É o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos. Prova de que o país avançou na sua capacidade de realizar diagnóstico precoce é que na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva. Ou seja: o estágio mais agressivo da doença. Atualmente 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada in situ. Esse tipo de lesão é localizada. Mulheres diagnosticadas precocemente, se tratadas adequadamente, têm praticamente 100% de chance de cura. 

Estimativas de novos casos: 17.540 (2012)

 

Número de mortes: 4.986 (2010)


Fonte: INCA, (Instituto Nacional do Câncer)

 


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Audiência pública aborda saúde integral de lésbicas e bissexuais na Bahia


Audiência pública aborda saúde integral de lésbicas e bissexuais

04/09/2013
Saúde integral das lésbicas e mulheres bissexuais da Bahia foi o tema discutido nesta terça-feira (3), em audiência pública, na Assembleia Legislativa. O encontro foi promovido pelo mandato de Bira Corôa com o objetivo de pautar a discussão sobre o assunto, além de dar visibilidade ao segmento.
Para o deputado, que presidiu a mesa, as políticas de estado e de responsabilidade do governo não têm chegado na mesma proporção e condição de acessibilidade a todos os setores da sociedade, motivo pelo qual o debate se faz necessário e prioritário. "Estamos falando de um setor que se sente discriminado no cotidiano, até mesmo em uma simples consulta ao ginecologista. Não discutiremos aqui apenas a aplicabilidade da saúde, mas o contexto estruturante do setor de saúde para com esse segmento da sociedade, buscando alternativas para melhorias," explicou.
Em seu discurso, Virgínia Nunes, da Liga Brasileira de Lésbicas, enfatizou a falta de orientação dos médicos do SUS e de conhecimento por parte das lésbicas e bissexuais da importância da consulta médica, sobretudo ginecológica. "De acordo com pesquisas no segmento, muitos médicos não se sentem capacitados tecnicamente para abordarem o assunto e elas têm receio de serem tratadas com distinção e acabam alimentando dúvidas. O resultado disso é um consulta impessoal que não reconhece as diferenças das mulheres lésbicas e bissexuais e pacientes acuadas com receio da discriminação, afastando-as dos consultórios".
Margarida França (Guida), da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), enfatizou que um dos maiores avanços nesta questão foi a implantação do Sistema Nacional de Saúde Integral de LGBT. "Essa iniciativa é um divisor de águas que vem possibilitando uma maior organização e visibilidade para a área técnica que trata do assunto na Sesab. Contudo, ainda este semestre, vamos implantar um comitê consultivo composto por representantes dos diversos órgãos relacionados para nos estruturarmos melhor e fortalecermos nossa atuação," disse Guida.
Ainda, participaram da mesa representante do Coletivo Lesbibahia, Lívia Ferreira; do instituto Yalodê, Altamira Simões; do Ministério Público, Márcia Regina Ribeiro; e da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Paulette Furacão._._,___

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

DICAS DE SAÚDE

Depois de um material compacto sobre o vírus do HPV postado aqui, algumas recomendações mais leves.
Vou repetir o nosso conselho, quase um refrão, mas vamos repetir: " mais vale prevenir do que remediar".
Então anote em sua agenda e controle sua pressão arterial, beba muita água, ame mais!  

A saúde é o bem mais precioso que uma pessoa pode ter, então uma alimentação saudável é um dos elementos importantes para ter mais saúde, mais vida.

1.- Tome sempre um café da manhã reforçado, a primeira refeição é fundamental.

2.-  No almoço e no jantar, dispense a sobremesa, coma uma fruta.

3. – Nos lanches coma cereais integrais, iogurte, leite desnatado ou semidesnatado e fruta da época.

4. – Coma legumes e verduras variadas.

5. – Consuma produtos integrais e carnes com pouca gordura.

6. – Não faça dietas "loucas", dietas ditas milagrosas.

7. – Evite comer "snacks", lanchinhos, doces e salgados. Se não resistir, coma com moderação.

8. – Fique atenta (o) na quantidade de sódio nos alimentos industrializados, reduza a quantidade de sal nos alimentos preparados em casa.

9. – Derivados de leite, escolha os magros. Se for alérgica (o), siga a receita recomendada por seu médico (a).

10.-Não adicione açúcar aos líquidos que bebe. Se precisar, adicione muito pouco.

 Fonte: A Vida, 2012.

DIREITO DOS PORTADORES (as) DE NEOPLASIA MALIGNA

A Mulher no caso de mutilação da Mama, total ou parcial, decorrente de um tratamento de câncer, tem direito a cirurgia reconstrutiva.

Direitos

Amparo Assistencial ao Idoso e ao Deficiente ( LOAS- Lei Orgânica de Assistência Social).

Aposentadoria por Invalidez.

Auxílio-doença.

Isenção do Imposto de Renda na aposentadoria.

Isenção de ICMS na compra de veículos adaptados.

Isenção de IPI na compra de veículos adaptados.

Isenção de IPVA para compra de veículos adaptados.

Quitação do financiamento da casa própria.

Saque do FGTS.

Saque do PIS/PASEP.

Passagem gratuita para paciente e o acompanhante.

O doente, ou a doente, portadora de câncer que sofre de deficiência ou com idade superior a 67 anos possui direito a uma renda mensal, desde que comprove a impossibilidade de garantir seu sustento e que a sua família também não tenha essa condição, não esteja vinculado a nenhum regime de previdência social e não receba benefício de espécie alguma. Mesmo em estado de internação, tanto o idoso como o deficiente possuem direito ao benefício.

O amparo assistencial é intransferível, não gerando direito a pensão a herdeiros ou sucessores. A beneficiária (o) não recebe 13° salário.

A família que é considerada incapaz de manter o doente, tem a renda mensal inferior a um quarto (do salário mínimo) regional ou mensal. Ou seja, o número de componentes daquela família dividida pela renda mensal. O cálculo considera o número de pessoas que vivem no mesmo domicílio: o cônjuge, o (a) companheiro (a), os pais, os filhos e irmãos não emancipados de qualquer condição, menores de 21 anos ou inválidos.

Dica: Faça os exames da Mama, regularmente, a partir dos 46 anos de idade, é gratuito a mamografia.

Fonte: INSS ( Instituto Nacional de Seguridade Social)

HPV - Vacinas

O Ministério da Saúde, liberou este ano, a vacinação em alguns estados do País.

Procure sua Unidade Básica de Saúde e informe-se, mas lembre-se, seu ginecologista deve (deverá) recomendar o tratamento.
Seus exames, seu cuidado, é fundamental, para uma vida longa e prazerosa.
Publicamos as perguntas mais frequentes do material liberado pelo INCA ( Instituto Nacional de Câncer) com sede no Rio de Janeiro, em virtude de que este tema foi tratado e discutido na Comissão Intersetorial da Saúde da Mulher, do Conselho Nacional da Saúde (CNS).
Informação é poder, é empoderamento na luta por uma saúde de qualidade no SUS.
Fiscalize, leia, deixe seu comentário.

HPV - Perguntas mais frequentes

As meninas ou mulheres vacinadas podem dispensar a realização do exame preventivo?

Não. É imprescindível manter a realização do exame preventivo, pois as vacinas protegem apenas contra dois tipos oncogênicos de HPV, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Ou seja, 30% dos casos de câncer causados pelos outros tipos oncogênicos de HPV vão continuar ocorrendo se não for realizada a prevenção secundária.

A vacina contra o HPV está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS)?

Estará a partir de 2014.

O Ministério da Saúde avalia desde 2006 a incorporação da vacina contra o HPV pelo SUS e no ano de 2013 considerou pertinente incluir o imunizante no calendário nacional.

Em dezembro de 2011 resultado do estudo de custo-efetividade da incorporação da vacina contra HPV no Programa Nacional de Imunização, concluiu que a vacinação é custo-efetiva no País. Em julho de 2012 ocorreu a primeira reunião do grupo de trabalho para elaboração das diretrizes para introdução da vacina no calendário nacional.

Três pareceres anteriores contraindicaram, em 2007, 2010 e 2011, o uso da vacina contra o HPV como política de saúde, até que o considerando prudente esperar o resultado de estudo sobre custo-efetividade da vacinação no cenário brasileiro, a avaliação do impacto na sustentabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e as negociações para transferência de tecnologia para produção da vacina no país para subsidiar a tomada de decisão do Ministério da Saúde sobre o tema.

Onde é possível ser vacinado contra o HPV?

Atualmente as vacinas profiláticas contra o HPV estão disponíveis em clínicas de vacinação particulares. Consultórios geralmente não são fiscalizados pela ANVISA e as vacinas podem ser mal conservadas, comprometendo sua eficácia.

A forma como as informações sobre o uso e a eficácia da vacina têm chegado à população brasileira é adequada?

Não. É preciso que fabricantes, imprensa, profissionais e autoridades de saúde estejam conscientes de sua responsabilidade. É imprescindível esclarecer sob quais condições a vacina pode se tornar um mecanismo eficaz de prevenção para não gerar uma expectativa irreal de solução do problema e desmobilizar a sociedade e seus agentes com relação às políticas de promoção e prevenção realizadas. Deve-se informar que, segundo as pesquisas, as principais beneficiadas são as meninas que ainda não fizeram sexo; que as mulheres deverão manter a rotina de realização do exame Papanicolaou e de diagnóstico de DST; e que, mesmo que a aplicação da vacina ocorra em larga escala, uma redução significativa dos indicadores da doença pode demorar algumas décadas.

 

Se após a leitura desse texto ainda existirem dúvidas, por favor, entre em contato com um profissional de saúde para mais esclarecimentos.

Fonte: INCA ( Instituto Nacional de Câncer) MS

2013, setembro

HPV e a gravidez

7: HPV e gravidez

Existe risco de má formação do feto para mulheres grávidas infectadas com HPV?

A ocorrência de infecção pelo HPV durante a gravidez não implica em má formação do feto.

Qual a via de parto indicada para mulheres grávidas infectadas com HPV?

O parto normal não é contra-indicado, pois, apesar de ser possível a contaminação do bebê, o desenvolvimento de lesões é muito raro. Pode também ocorrer contaminação antes do trabalho de parto e a opção pela cesariana não garante a prevenção da transmissão da infecção. A via de parto (normal ou cesariana) deverá ser determinada pelo médico após análise individual de cada caso.

8: Prevenção

Como homens e mulheres, independente na orientação sexual, podem se prevenir dos HPV?

Apesar de sempre recomendado, o uso de preservativo (camisinha) durante todo contato sexual, com ou sem penetração, não protege totalmente da infecção pelo HPV, pois não cobre todas as áreas passíveis de ser infectadas. Na presença de infecção na vulva, na região pubiana, perineal e perianal ou na bolsa escrotal, o HPV poderá ser transmitido apesar do uso do preservativo. A camisinha feminina, que cobre também a vulva, evita mais eficazmente o contágio se utilizada desde o início da relação sexual.

Existe vacina contra o HPV?

Sim. Existem duas vacinas profiláticas contra HPV aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e que estão comercialmente disponíveis: a vacina quadrivalente, da empresa Merck Sharp & Dohme (nome comercial Gardasil), que confere proteção contra HPV 6, 11, 16 e 18; e a vacina bivalente, da empresa GlaxoSmithKline (nome comercial Cervarix), que confere proteção contra HPV 16 e 18.

Para que servem as vacinas contra o HPV?

As vacinas são preventivas, tendo como objetivo evitar a infecção pelos tipos de HPV nelas contidos.

A vacina quadrivalente está aprovada no Brasil para prevenção de lesões genitais pré-cancerosas de colo do útero, vulva e vagina e câncer do colo do útero em mulheres e verrugas genitais em mulheres e homens, relacionados ao HPV 6, 11, 16 e 18.

A vacina bivalente está aprovada para prevenção de lesões genitais pré-cancerosas do colo do útero e câncer do colo do útero em mulheres, relacionados ao HPV 16 e 18.

Nenhuma das vacinas é terapêutica, ou seja, não há eficácia contra infecções ou lesões já existentes.

Quem pode ser vacinado?

De acordo com o registro na ANVISA, a vacina quadrivalente é indicada para mulheres e homens entre 9 e 26 anos de idade e vacina bivalente é indicada para mulheres entre 10 e 25 anos de idade. Novos estudos mostraram que as vacinas também são seguras para mulheres com mais de 26 anos e os fabricantes já iniciaram os procedimentos para que a ANVISA aprove seus produtos para faixas etárias mais avançadas. No momento as clínicas de vacinação ainda não estão autorizadas a aplicar as vacinas em faixas etárias superiores às estabelecidas pela ANVISA.

Ambas as vacinas possuem maior indicação para meninas que ainda não iniciaram a vida sexual, uma vez que apresentam maior eficácia na proteção de indivíduos não expostos aos tipos virais presentes nas vacinas. Países que adotam a vacinação em programas nacionais de imunização utilizam a faixa etária de 9 a 13 anos.

Vale a pena vacinar mulheres que já iniciaram a atividade sexual?

Após o início da atividade sexual a possibilidade de contato com o HPV aumenta progressivamente: 25% das adolescentes apresentam infecção pelo HPV durante o primeiro ano após iniciação sexual e três anos depois esse percentual sobe para 70%.

Não há, até o momento, evidência científica de benefício estatisticamente significativo em vacinar mulheres previamente expostas ao HPV. Isso quer dizer que algumas mulheres podem se beneficiar e outras não. Nesses casos a decisão sobre a vacinação deve ser individualizada, levando em conta as expectativas e a relação custo-benefício pessoal.

Não existe risco à saúde caso uma pessoa que já tenha tido contato com o HPV for vacinada.

Vale a pena vacinar mulheres já tratadas para lesões no colo do útero, vagina ou vulva?

Existe evidência científica de pequeno benefício em vacinar mulheres previamente tratadas, que poderiam apresentar menos recidivas. Também nesses casos a decisão sobre a vacinação deve ser individualizada.

Vale a pena vacinar homens?

A eficácia da vacina contra HPV foi comprovada em homens para prevenção de condilomas genitais e lesões precursoras de câncer no pênis e ânus.

Teoricamente, se os homens forem vacinados contra HPV, as mulheres estariam protegidas através de imunidade indireta ou de rebanho, pois o vírus é sexualmente transmissível. Entretanto, estudos que avaliaram a custo-efetividade das vacinas para a prevenção do câncer do colo do útero através de modelos matemáticos mostraram que um programa de vacinação de homens e mulheres não é custo-efetivo quando comparado com a vacinação exclusiva de mulheres.

Por quanto tempo a vacina é eficaz?

A duração da eficácia foi comprovada até 8-9 anos, mas ainda existem lacunas de conhecimento relacionadas à duração da imunidade em longo prazo (por quanto tempo as três doses recomendadas protegem contra o contágio pelo HPV) e a necessidade de dose de reforço (aplicação de novas doses da vacina no futuro na população já vacinada).

As vacinas são seguras?

Sim, seguras e bem toleradas. Os eventos adversos mais observados incluem dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção e dor de cabeça de intensidade leve a moderada.

Existem contra-indicações para a vacinação?

A vacina está contra-indicada para gestantes, indivíduos acometidos por doenças agudas e com hipersensibilidade aos componentes (princípios ativos ou excipientes) de imunobiológicos.

Há pouca informação disponível quanto à segurança e imunogenicidade em indivíduos imunocomprometidos.

Como as vacinas são administradas:

Ambas são recomendadas em três doses, por via intramuscular.

A vacina quadrivalente tem esquema vacinal 0, 2 e 6 meses e, caso seja necessário um esquema alternativo, a segunda dose pode ser administrada pelo menos um mês após a primeira dose e a terceira dose pelo menos quatro meses após a primeira dose.

A vacina bivalente tem esquema 0, 1 e 6 meses, podendo ter a segunda dose administrada entre um mês e dois meses e meio após a primeira dose e a terceira dose entre cinco e 12 meses após a primeira dose.

Nota: Estamos publicando em blocos, para melhor compreensão das recomendações feitas pelos pesquisadores do INCA.
2013, setembro

Tratamento do HPV

Qual o tratamento para infecção pelo HPV?

Não há tratamento específico para eliminar o vírus.

O tratamento das lesões clínicas deve ser individualizado, dependendo da extensão, número e localização. Podem ser usados laser, eletrocauterização, ácido tricloroacético (ATA) e medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo.

As lesões de baixo grau não oferecem maiores riscos, tendendo a desaparecer mesmo sem tratamento na maioria das mulheres. A conduta recomendada é a repetição do exame preventivo em seis meses.

O tratamento apropriado das lesões precursoras é imprescindível para a redução da incidência e mortalidade pelo câncer do colo uterino. As diretrizes brasileiras recomendam, após confirmação colposcópica ou histológica, o tratamento excisional das Lesões Intra-epiteliais de Alto Grau, por meio de exérese da zona de transformação (EZT) por eletrocirurgia.

Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada.

Após passar por tratamento, a pessoa pode se reinfectar?

Sim. A infecção por HPV pode não induzir imunidade natural e, além disso, pode ocorrer contato com outro tipo viral.

Que tipo de médico deve ser procurado para o tratamento de pacientes com infecção por HPV?

Médicos ginecologistas, urologistas ou proctologistas podem tratar pessoas com infecção por HPV. Outros especialistas podem ser indicados após análise individual de cada caso.

6: Transmissão

Como os HPV são transmitidos?

A transmissão do vírus se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada.

A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal.

Também pode haver transmissão durante o parto.

Não está comprovada a possibilidade de contaminação por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

 

Os HPV são facilmente contraídos?

Estudos no mundo comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Essa percentagem pode ser ainda maior em homens. Estima-se que entre

25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada pelo HPV. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, regredindo entre seis meses a dois anos após a exposição, principalmente entre as mulheres mais jovens.

Para haver o contágio com o HPV, a(o) parceira(o) sexual precisa apresentar manifestações da infecção?

Provavelmente a transmissão é facilitada quando as lesões clínicas estão presentes: foi demonstrado que 64% dos parceiros sexuais de indivíduos portadores de condilomas genitais desenvolveram lesões semelhantes. No entanto não é possível afirmar que não há chance de contaminação na ausência de lesões.

Após o contágio com HPV por quanto tempo uma pessoa pode não manifestar a infecção?

Não se sabe por quanto tempo o HPV pode permanecer inaparente e quais são os fatores responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. As manifestações da infecção podem só ocorrer meses ou até anos depois do contato. Por esse motivo não é possível determinar se o contágio foi recente ou antigo.

Na ocorrência de relação sexual com uma pessoa infectada pelo HPV, como saber se houve contaminação?

O fato de ter mantido relação sexual com uma pessoa infectada pelo HPV não significa que obrigatoriamente ocorrerá transmissão da infecção, mas não sabemos qual é o risco por não conhecermos a contagiosidade do HPV. Apesar da ansiedade ocasionada pela possibilidade de contaminação, não é indicado procurar diagnosticar a presença do HPV. As pessoas expostas ao vírus devem ficar atentas para o surgimento de alguma lesão, mas não adianta procurar o médico no dia seguinte, pois isto pode levar semanas a meses para ocorrer. As mulheres devem obedecer à periodicidade de realização do exame preventivo (Papanicolaou).

Fonte: INCA
2013, setembro, RJ


O que significa "HPV"?

HPV e Câncer

Perguntas mais frequentes


É a sigla em inglês para papilomavírus humano. Os HPV são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 tipos podem infectar o trato ano-genital.

2: HPV e câncer do colo do útero

Qual é a relação entre HPV e câncer?

A infecção pelo HPV é muito frequente, mas transitória, regredido espontaneamente na maioria das vezes. No pequeno número de casos nos quais a infecção persiste e, especialmente, é causada por um tipo viral oncogênico (com potencial para causar câncer), pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras, que se não forem identificadas e tratadas podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

Quais são os tipos de HPV que podem causar câncer?

Pelo menos 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos, apresentando maior risco ou probabilidade de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras. Dentre os HPV de alto risco oncogênico, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero.

Já os HPV 6 e 11, encontrados em 90% dos condilomas genitais e papilomas laríngeos, são considerados não oncogênicos.

O que é câncer do colo do útero?

É um tumor que se desenvolve a partir de alterações no colo do útero, que se localiza no fundo da vagina. Essas alterações são chamadas de lesões precursoras, são totalmente curáveis na maioria das vezes e, se não tratadas, podem demorar muitos anos para se transformar em câncer.

As lesões precursoras ou o câncer em estágio inicial não apresentam sinais ou sintomas, mas conforme a doença avança podem aparecer sangramento vaginal, corrimento e dor, nem sempre nessa ordem. Nesses casos, a orientação é sempre procurar um posto de saúde para tirar as dúvidas, investigar os sinais ou sintomas e iniciar um tratamento, se for o caso.

Qual é o risco de uma mulher infectada pelo HPV desenvolver câncer do colo do útero?

Aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. Comparando-se esse dado com a incidência anual de aproximadamente 500 mil casos de câncer de colo do útero, conclui-se que o câncer é um desfecho raro, mesmo na presença da infecção pelo HPV. Ou seja, a infecção pelo HPV é um fator necessário, mas não suficiente, para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.

Além da infecção pelo HPV, há outros fatores que aumentam o risco de uma mulher desenvolver câncer do colo do útero?

Fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual parecem influenciar os mecanismos ainda incertos que determinam a regressão ou a persistência da infecção pelo HPV e também a progressão para lesões precursoras ou câncer. Desta forma, o tabagismo, o início precoce da vida sexual, o número elevado de parceiros sexuais e de gestações, o uso de pílula anticoncepcional e a imunossupressão (causada por infecção por HIV ou uso de imunossupressores) são considerados fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. A idade também interfere nesse processo, sendo que a maioria das infecções por HPV em mulheres com menos de 30 anos regride espontaneamente, ao passo que acima dessa idade a persistência é mais frequente.

Como as mulheres podem se prevenir do câncer do colo do útero?

Fazendo o exame preventivo (de Papanicolaou ou citopatológico), que pode detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

O exame deve ser feito preferencialmente pelas mulheres entre 25 e 64 anos, que têm ou já tiveram atividade sexual. Os dois primeiros exames devem ser feitos com intervalo de um ano e, se os resultados forem normais, o exame passará a ser realizado a cada três anos.

Onde é possível fazer os exames preventivos do câncer do colo do útero pelo SUS?

Postos de coleta de exames preventivos ginecológicos do SUS estão disponíveis em todos os estados do País e os exames são gratuitos. Procure a Secretaria de Saúde de seu município para obter informações.

3: Manifestações da infecção pelo HPV

Uma pessoa infectada pelo vírus necessariamente apresenta sinais ou sintomas?

A maioria das infecções por HPV é assintomática ou inaparente e de caráter transitório, ou seja, regride espontaneamente. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas. Habitualmente as infecções pelo HPV se apresentam como lesões microscópicas ou não produzem lesões, o que chamamos de infecção latente. Quando não vemos lesões não é possível garantir que o HPV não está presente, mas apenas que não está produzindo doença.

Quais são as manifestações da infecção pelo HPV?

Estima-se que somente cerca de 5% das pessoas infectadas pelo HPV desenvolverá alguma forma de manifestação.

A infecção pode se manifestar de duas formas: clínica e subclínica.

As lesões clínicas se apresentam como verrugas ou lesões exofíticas, são tecnicamente denominadas condilomas acuminados e popularmente chamadas "crista de galo", "figueira" ou "cavalo de crista". Têm aspecto de couve-flor e tamanho variável. Nas mulheres podem aparecer no colo do útero, vagina, vulva, região pubiana, perineal, perianal e ânus. Em homens podem surgir no pênis (normalmente na glande), bolsa escrotal, região pubiana, perianal e ânus. Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta em ambos os sexos.

As infecções subclínicas (não visíveis ao olho nu) podem ser encontradas nos mesmos locais e não apresentam nenhum sintoma ou sinal. No colo do útero são chamadas de Lesões Intra-epiteliais de Baixo Grau/Neoplasia Intra-epitelial grau I (NIC I), que refletem apenas a presença do vírus, e de Lesões Intra-epiteliais de Alto Grau/Neoplasia Intra-epitelial graus II ou III (NIC II ou III), que são as verdadeiras lesões precursoras do câncer do colo do útero.

O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é raro.

Estou com uma lesão genital que se assemelha à descrição de lesão provocada por HPV. O que devo fazer?

É recomendado procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.

4: Formas de diagnóstico

Como a infecção pelo HPV é diagnosticada em homens e mulheres?

A investigação diagnóstica da infecção latente pelo HPV, que ocorre na ausência de manifestações clínicas ou subclínicas, só pode atualmente ser realizada por meio de exames de biologia molecular, que mostram a presença do DNA do vírus. Entretanto, não é indicado procurar diagnosticar a presença do HPV, mas sim suas manifestações.

O diagnóstico das verrugas ano-genitais pode ser feito em homens e em mulheres por meio do exame clínico.

As lesões subclínicas podem ser diagnosticadas por meio de exames laboratoriais (citopatológico, histopatológico e de biologia molecular) ou do uso de instrumentos com poder de magnificação (lentes de aumento), após a aplicação de reagentes químicos para contraste (colposcopia, peniscopia, anuscopia).


Fonte: INCA ( Instituto Nacional de Câncer) MS