04/09/2013

O que significa "HPV"?

HPV e Câncer

Perguntas mais frequentes


É a sigla em inglês para papilomavírus humano. Os HPV são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 tipos podem infectar o trato ano-genital.

2: HPV e câncer do colo do útero

Qual é a relação entre HPV e câncer?

A infecção pelo HPV é muito frequente, mas transitória, regredido espontaneamente na maioria das vezes. No pequeno número de casos nos quais a infecção persiste e, especialmente, é causada por um tipo viral oncogênico (com potencial para causar câncer), pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras, que se não forem identificadas e tratadas podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

Quais são os tipos de HPV que podem causar câncer?

Pelo menos 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos, apresentando maior risco ou probabilidade de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras. Dentre os HPV de alto risco oncogênico, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero.

Já os HPV 6 e 11, encontrados em 90% dos condilomas genitais e papilomas laríngeos, são considerados não oncogênicos.

O que é câncer do colo do útero?

É um tumor que se desenvolve a partir de alterações no colo do útero, que se localiza no fundo da vagina. Essas alterações são chamadas de lesões precursoras, são totalmente curáveis na maioria das vezes e, se não tratadas, podem demorar muitos anos para se transformar em câncer.

As lesões precursoras ou o câncer em estágio inicial não apresentam sinais ou sintomas, mas conforme a doença avança podem aparecer sangramento vaginal, corrimento e dor, nem sempre nessa ordem. Nesses casos, a orientação é sempre procurar um posto de saúde para tirar as dúvidas, investigar os sinais ou sintomas e iniciar um tratamento, se for o caso.

Qual é o risco de uma mulher infectada pelo HPV desenvolver câncer do colo do útero?

Aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. Comparando-se esse dado com a incidência anual de aproximadamente 500 mil casos de câncer de colo do útero, conclui-se que o câncer é um desfecho raro, mesmo na presença da infecção pelo HPV. Ou seja, a infecção pelo HPV é um fator necessário, mas não suficiente, para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.

Além da infecção pelo HPV, há outros fatores que aumentam o risco de uma mulher desenvolver câncer do colo do útero?

Fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual parecem influenciar os mecanismos ainda incertos que determinam a regressão ou a persistência da infecção pelo HPV e também a progressão para lesões precursoras ou câncer. Desta forma, o tabagismo, o início precoce da vida sexual, o número elevado de parceiros sexuais e de gestações, o uso de pílula anticoncepcional e a imunossupressão (causada por infecção por HIV ou uso de imunossupressores) são considerados fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. A idade também interfere nesse processo, sendo que a maioria das infecções por HPV em mulheres com menos de 30 anos regride espontaneamente, ao passo que acima dessa idade a persistência é mais frequente.

Como as mulheres podem se prevenir do câncer do colo do útero?

Fazendo o exame preventivo (de Papanicolaou ou citopatológico), que pode detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

O exame deve ser feito preferencialmente pelas mulheres entre 25 e 64 anos, que têm ou já tiveram atividade sexual. Os dois primeiros exames devem ser feitos com intervalo de um ano e, se os resultados forem normais, o exame passará a ser realizado a cada três anos.

Onde é possível fazer os exames preventivos do câncer do colo do útero pelo SUS?

Postos de coleta de exames preventivos ginecológicos do SUS estão disponíveis em todos os estados do País e os exames são gratuitos. Procure a Secretaria de Saúde de seu município para obter informações.

3: Manifestações da infecção pelo HPV

Uma pessoa infectada pelo vírus necessariamente apresenta sinais ou sintomas?

A maioria das infecções por HPV é assintomática ou inaparente e de caráter transitório, ou seja, regride espontaneamente. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas. Habitualmente as infecções pelo HPV se apresentam como lesões microscópicas ou não produzem lesões, o que chamamos de infecção latente. Quando não vemos lesões não é possível garantir que o HPV não está presente, mas apenas que não está produzindo doença.

Quais são as manifestações da infecção pelo HPV?

Estima-se que somente cerca de 5% das pessoas infectadas pelo HPV desenvolverá alguma forma de manifestação.

A infecção pode se manifestar de duas formas: clínica e subclínica.

As lesões clínicas se apresentam como verrugas ou lesões exofíticas, são tecnicamente denominadas condilomas acuminados e popularmente chamadas "crista de galo", "figueira" ou "cavalo de crista". Têm aspecto de couve-flor e tamanho variável. Nas mulheres podem aparecer no colo do útero, vagina, vulva, região pubiana, perineal, perianal e ânus. Em homens podem surgir no pênis (normalmente na glande), bolsa escrotal, região pubiana, perianal e ânus. Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta em ambos os sexos.

As infecções subclínicas (não visíveis ao olho nu) podem ser encontradas nos mesmos locais e não apresentam nenhum sintoma ou sinal. No colo do útero são chamadas de Lesões Intra-epiteliais de Baixo Grau/Neoplasia Intra-epitelial grau I (NIC I), que refletem apenas a presença do vírus, e de Lesões Intra-epiteliais de Alto Grau/Neoplasia Intra-epitelial graus II ou III (NIC II ou III), que são as verdadeiras lesões precursoras do câncer do colo do útero.

O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é raro.

Estou com uma lesão genital que se assemelha à descrição de lesão provocada por HPV. O que devo fazer?

É recomendado procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.

4: Formas de diagnóstico

Como a infecção pelo HPV é diagnosticada em homens e mulheres?

A investigação diagnóstica da infecção latente pelo HPV, que ocorre na ausência de manifestações clínicas ou subclínicas, só pode atualmente ser realizada por meio de exames de biologia molecular, que mostram a presença do DNA do vírus. Entretanto, não é indicado procurar diagnosticar a presença do HPV, mas sim suas manifestações.

O diagnóstico das verrugas ano-genitais pode ser feito em homens e em mulheres por meio do exame clínico.

As lesões subclínicas podem ser diagnosticadas por meio de exames laboratoriais (citopatológico, histopatológico e de biologia molecular) ou do uso de instrumentos com poder de magnificação (lentes de aumento), após a aplicação de reagentes químicos para contraste (colposcopia, peniscopia, anuscopia).


Fonte: INCA ( Instituto Nacional de Câncer) MS

HPV - Prevenção é para valer

Mulheres, prevenir é a parte mais importante do controle do nosso corpo, dos nossos desejos e da nossa prática sexual e da nossa saúde.
A forma mais barata e eficaz de detectar a presença do HPV ainda é a realização do exame preventivo.
Toda mulher que já iniciou a vida sexual deve realizar seu exame preventivo com o/a ginecologista, no mínimo, uma vez por ano.

E lembre-se: use sempre a camisinha em todas as relações sexuais!

Na saúde e no SUS, exija seus direitos, no SUS não é lugar de preconceito!  


HPV: Mitos e Realidade

Recentemente, vimos voltar às manchetes dos principais jornais e revistas um velho conhecido, o vírus HPV. Esta é a sigla em inglês de papiloma vírus humano, conhecido como causador das verrugas genitais e principalmente, do câncer de colo de útero. Sua principal forma de transmissão é a relação sexual sem proteção com a pessoa contaminada, sendo considerada a doença viral sexualmente transmissível mais freqüente no mundo todo. Estima-se que até 70% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas pelo HPV em algum momento de suas vidas. O vírus é responsável por cerca de 500 mil casos de câncer de colo de útero em todo o mundo. No Brasil, o câncer de colo de útero é uma das principais causas de morte entre as mulheres, principalmente na região Norte e Nordeste.

Até agora, foram descobertos mais de 100 subtipos diferentes capazes de infectar os seres humanos, identificados por números (subtipo 6, 11, 16, 18, 31, 34 e etc) e divididos em 2 grupos: os mais agressivos, com maior potencial para o desenvolvimento do câncer (os tipos mais freqüentes deste grupo são o HPV 16 e 18) e os de maior potencial para causar lesões benignas, como as verrugas genitais (tipos 6 e 11), principalmente, na região genital e anal de homens e mulheres. É importante ressaltar que a presença de qualquer uma destas lesões aumenta o risco de contaminação pelo HIV.

O período de incubação do vírus (o tempo que leva entre a infecção e o aparecimento da lesão) permanece indeterminado, podendo durar meses ou até anos. É perfeitamente possível desenvolver uma lesão atual mesmo que a contaminação tenha sido há muitos anos. Portanto, fica praticamente impossível determinar quem é o responsável pela contaminação do/a parceiro/a ou a época exata da contaminação. Esta informação é fundamental, pois o HPV tem sido motivo de discórdia e desconfiança entre muitos casais.

Nos últimos anos, muito tem sido falado sobre o HPV e o risco de câncer. Não existem dúvidas que o HPV está presente em 100% dos casos de câncer de colo de útero e que também está relacionado ao câncer de pênis e de intestino. Entretanto, o fato de estar contaminado pelo vírus não significa necessariamente que o câncer se desenvolverá. A realidade é que menos de 3% das mulheres contaminadas desenvolve o câncer de colo útero. Na maioria das vezes, a infecção é transitória e o corpo saudável desenvolve mecanismos de defesa contra o vírus (os anticorpos) eliminando-o completamente do organismo em aproximadamente um ano após a infecção.

Todos os tratamentos disponíveis até o momento são direcionados para a remoção das lesões produzidas pelo vírus ou para reforçar o sistema imunológico da pessoa contaminada. Ainda não existe um tratamento específico para eliminar o HPV do corpo. Está sendo desenvolvida uma nova vacina contra o vírus capaz de evitar a contaminação pelos subtipos mais freqüentes (6, 11, 16 e 18) em até 90% dos casos.

A forma mais barata e eficaz de detectar a presença do HPV ainda é a realização do exame preventivo. Toda mulher que já iniciou a vida sexual 

Fonte: Mariana Maldonado, ginecologista, CRM/RJ 5266076-0 

28/08/2013

29 de agosto - Dia da Visibilidade Lésbica

Saúde da Mulher Lésbica e Bissexual

A livre orientação sexual  é um direito fundamental de toda mulher!

Sentir atração afetiva e ou sexual por mulheres não é uma questão de opção ou de escolha, assim como as pessoas não são heterossexuais porque escolheram ser.

 A heterossexualidade  foi ensinada desde o berço , desde o nascimento a sociedade escolhe nosso sexo, não só através das cores das roupas que nos destinam: azul para os meninos e rosa  para as meninas.

A Homossexualidade não é doença, nem crime. Todas as pessoas tem o direito ao amor e, também, de escolher a pessoa que vai estar ao seu lado, independentemente, do sexo, da cor ou da religião. 

Então, quando procurar uma (um ) profissional de saúde, não tenha receio ou vergonha de falar sobre seus desejos e práticas sexuais, ela (ele) está lá para lhe ajudar, para tirar suas dúvidas e, para isso, precisa conhecer você.

Sua sexualidade deve ser vivida de acordo com o seu desejo, é seu direito ser bem tratada em qualquer atendimento nas Unidades Básicas de Saúde.

Para relembrar e anotar os cuidados necessários com a sua Saúde e a sua Vida!

1          Muitas patologias são decorrentes do sofrimento psíquico, resultado do preconceito referente a sexualidade.

2          DSTs podem ser transmitidas no contato com as secreções (orais, vaginais e orais).

3          O Câncer de Mama é mais frequente em mulheres que nunca amamentaram ou que tiveram o primeiro filho tardiamente, por exemplo: a partir dos 30 anos de idade.

4          O Câncer de Ovário é mais frequente em mulheres sem filhos e naquelas que nunca fizeram uso de anticoncepção oral.

5         As Mulheres LÉSBICAS E BISSEXUAIS, sofrem  violência conjugal , tanto quanto as mulheres heterossexuais.

6         A Lei Maria da Penha, está em vigor há 7 anos, a  violência doméstica, além de ser doença, é Crime.

7         Uma discriminação abre porta para outras, dessa forma, as mulheres negras e lésbicas, ou bissexuais enfrentam  discriminação e racismo em dobro. Denuncie.

8         Mais de um terço das lésbicas entre 22 e 52 anos de idade (dos casos notificados) já sofreu agressão por parte de suas parceiras, e o uso do álcool ou de outras drogas, esteve envolvido na maior parte desses incidentes.

9         Procure ajuda, no SUS, não é lugar de preconceito.

10     E para completar esta lista, anote o número da Escuta Lilás, 0800.5410803.

Claudete Costa
Membro da CISMU ( Comissão Intersetorial da Saúde da Mulher)
do CNS (Conselho Nacional da Saúde).
L B L - RS

CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE



RECOMENDAÇÃO Nº 017, DE 07 DE AGOSTO DE 2013.

 

O Plenário do Conselho Nacional de Saúde em sua 248ª Reunião Ordinária, realizada nos dias 06 e 07 de agosto de 2013, no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, e pela Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, e

 considerando as propostas aprovadas na 14ª Conferência Nacional de Saúde, bem como as diretrizes, objetivos e prioridades estabelecidas no Plano Nacional de Saúde 2012-2015;

 considerando o processo de elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual da União para 2014, especialmente a programação a ser apresentada pelo Ministério da Saúde;

 considerando a reflexão e os produtos gerados pelo Conselho Nacional de Saúde durante o processo de planejamento estratégico recentemente realizado; e

 considerando o disposto no §4º do artigo 30 da Lei Complementar nº 141/2012;

 RECOMENDA:

 1 - Para o estabelecimento de prioridades para as ações e serviços públicos de saúde que integrarão o Projeto de Lei Orçamentária Anual para 2014 da União, o Ministério da Saúde deverá observar as seguintes diretrizes:

1.1 - Priorizar a alocação de recursos orçamentários e financeiros públicos de saúde para o fortalecimento das unidades próprias de prestação de serviços no âmbito do SUS.

1.2 - Ampliar a alocação de recursos orçamentários para as ações de Atenção Básica (AB) em saúde em proporção superior aos recursos destinados às ações de Média e Alta Complexidade (MAC), de modo que diminua a razão "MAC/AB" na programação orçamentária para 2014 comparativamente aos anos anteriores.

1.3 - Criar dotação orçamentária específica para a aplicação, adicional ao mínimo exigido para ações e serviços públicos de saúde em 2014, dos valores de Restos a Pagar cancelados desde 2000, sendo 100% dos valores dos cancelamentos efetuados em 2013 acrescidos de um percentual correspondente aos valores acumulados dos cancelamentos de Restos a Pagar ocorridos em 2012 e anos anteriores.

1.4 - Ampliar o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e otimizar a aplicação dos recursos públicos mediante a ausência de contingenciamento orçamentário e financeiro das dotações que integrarem o Ministério da Saúde na Lei Orçamentária de 2014, com a efetiva disponibilização desses recursos.

1.5 - Realizar em 2014 as etapas municipais da 15ª Conferência Nacional de Saúde.

1.6 - Fortalecer o processo de qualificação e valorização da força de trabalho do SUS.

1.7 - Formular e implantar o Plano Nacional de Cargos, Carreiras e Salários do SUS.

1.8 - Alocar recursos orçamentários e financeiros para fixação dos profissionais de saúde na Região Norte do Brasil, bem como em todas as áreas rurais e de difícil acesso.

  2 - Além das diretrizes para o estabelecimento das prioridades acima mencionadas, o Ministério da Saúde deverá observar as seguintes diretrizes e objetivos do Plano Nacional de Saúde:

2.1 - Garantir acesso da população a serviços de qualidade, com equidade e em tempo adequado ao atendimento das necessidades de saúde, aprimorando a política de atenção básica e a atenção especializada.

2.2 - Reduzir os riscos e agravos à saúde da população, por meio das ações de promoção e vigilância em saúde.

2.3 - Promover atenção integral à saúde da mulher e da criança e implementar a Rede Cegonha, com especial atenção às áreas e populações de maior vulnerabilidade.

2.4 - Aprimorar a rede de urgência e emergência, com expansão e adequação de UPAs, SAMU, PS e centrais de regulação, articulando-a com outras redes de atenção.

2.5 - Fortalecer a rede de saúde mental, com ênfase no enfrentamento da dependência de Crack e outras drogas.

2.6 - Garantir a atenção integral à saúde da pessoa idosa e dos portadores de doenças crônicas, estimulando o envelhecimento ativo e saudável e fortalecendo as ações de promoção e prevenção.

2.7 - Implementar o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, articulado com o SUS, baseado no cuidado integral, observando as práticas de saúde e as medicinas tradicionais, com controle social, garantindo o respeito às especificidades culturais.

2.8 - Contribuir para a adequada formação, alocação, qualificação, valorização e democratização das relações do trabalho dos profissionais e trabalhadores de saúde.

2.9 - Implementar novo modelo de gestão e instrumentos de relação federativa, com centralidade na garantia do acesso, gestão participativa com foco em resultados, participação social e financiamento estável.

2.10 - Qualificar instrumentos de execução direta, gerando ganhos de produtividade e eficiência para o SUS.

2.11 - Garantir assistência farmacêutica no âmbito do SUS.

2.12 - Fortalecer o complexo industrial e de ciência, tecnologia e inovação em saúde como vetor estruturante da agenda nacional de desenvolvimento econômico, social e sustentável, reduzindo a vulnerabilidade do acesso à saúde e da assistência farmacêutica no âmbito do SUS.

2.13 - Aprimorar a regulação e a fiscalização da saúde suplementar, articulando a relação público - privado, gerando maior racionalidade e qualidade no setor saúde.

2.14 - Promover internacionalmente os interesses brasileiros no campo da saúde, bem como compartilhar as experiências e saberes do SUS com outros países, em conformidade com as diretrizes da Política Externa Brasileira.

2.15 - Implementar ações de saneamento básico e saúde ambiental, de forma sustentável, para a promoção da saúde e redução das desigualdades sociais.

2.16 - Contribuir para erradicar a extrema pobreza no país.

 Plenário do Conselho Nacional de Saúde, em sua Ducentésima Quadragésima Oitava Reunião Ordinária, realizada nos dias 06 e 07 de agosto de 2013.

 

Nota: Enviada pela nossa conselheira, Verônica Lourenço da Silva

SUA SEXUALIDADE É ASSUNTO SEU, SUA SAÚDE É ASSUNTO NOSSO!


Mulheres lésbicas e bissexuais sentem-se inibidas em procurar ajuda do ginecologista. Revelar nossa intimidade num contexto social de enorme preconceito não é uma tarefa fácil. E ainda existe o medo do uso dos aparelhos (como o espéculo) para aquelas que não sofrem penetração nas suas relações sexuais.


Embora não seja possível estimar quantas vão aos consultórios, pois não existe a possibilidade de informação da orientação sexual no prontuário médico, apontamos para a falta de um espaço adequado para dialogarmos sobre nossas dúvidas e práticas sexuais.

A falta de acolhimento por parte do corpo de profissionais de saúde na rede pública, somadas ao medo da rejeição e ao preconceito efetivamente existente, faz com que muitas dentre nós saiamos dos consultórios com recomendações para usar pílulas anticoncepcionais ou camisinhas masculinas.

Sem orientação adequada algumas acham que só desenvolvem câncer de útero mulheres quem têm relações heterossexuais, deixando de prestar atenção a um fator de aumento de risco para aquelas que nunca tiveram uma gravidez e desconsiderando a necessidade de fazerem os exames e a prevenção de DSTs/AIDS.

Temos necessidade de efetivar o plano nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar a assistência ginecológica de qualidade e atenção à saúde integral em todas as fases da vida para todas as mulheres, sejam lésbicas, bissexuais, transexuais ou heterosexuais.

No consultório médico não entra o preconceito e ali TODAS SÃO BEM VINDAS!

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Principais Resultados da Pesquisa

  • Pesquisa revela tensão, por parte dos médicos, entre a noção de homossexualidade como distúrbio hormonal ou doença psíquica e a necessidade de aderir a um discurso “politicamente correto” de não discriminação.

  • No caso das mulheres os dados indicam que a saúde em geral é um tema delicado porque envolve experiências de discriminação e expectativas de desconforto, particularmente em relação à consulta ginecológica.

  • As mulheres mais masculinas tendem a evitar os médicos, recorrendo aos serviços de saúde, em geral, apenas nas situações em que se percebem incapacitadas para o trabalho ou para realizarem atividades cotidianas.

  • A abordagem das questões de prevenção faz pouco sentido para as entrevistadas lésbicas porque elas não percebem riscos nas suas práticas sexuais. Além disso, o tema desperta tensões no que diz respeito ao imperativo da fidelidade conjugal e a própria afirmação de uma identidade lésbica.

  • Há um pacto de silêncio a respeito da homossexualidade: os profissionais não falam sobre este assunto por medo de invadir a privacidade ou discriminar as pacientes, ou simplesmente porque não se sentem capacitados (tecnicamente) para abordar o assunto.

  • Já as mulheres têm receio de serem tratadas com distinção e alimentam dúvidas quanto à necessidade dessa informação durante a consulta, o que as faz silenciar sobre sua orientação e práticas sexuais.
  • O Resultado disso é uma consulta impessoal, que não reconhece a diferença das mulheres lésbicas e bissexuais, com pacientes acuadas pelo medo da discriminação explícita e um silêncio de ambas as partes que afasta as mulheres lésbicas, sobretudo as mais masculinizadas dos consultórios do SUS.

  • As consultas não raro resultam em receitas de contraceptivos e indicação de uso de camisinhas masculinas, o que faz com que as mulheres, invisibilizadas, não retornem ao consultório médico.


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