02/10/2013

Política Nacional de Saúde da População Negra: nova etapa!

(Seppir) As discussões em torno da criação de uma instância de gestão da saúde integral da população negra no Ministério da Saúde (MS) e a apresentação de dados relativos à população negra que constarão na edição de 2013 do Atlas Saúde Brasil foram os principais assuntos da reunião dos membros do Comitê Técnico de Saúde da População Negra, do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR) e MS nos dias 23 e 24 de setembro. Os encontros aconteceram no Palácio do Planalto e no Bloco Educacional da Fiocruz, no campus da UnB, em Brasília.

Um dos enfoques principais das discussões foi sobre a localização da nova instância dentro do MS. Até 11 de outubro, o Comitê Técnico vai apresentar uma proposta formal com todos os aspectos referentes à futura instância gestora da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) no Ministério da Saúde, como passo fundamental para o avanço da transversalidade da PNSIPN no Sistema Único de Saúde e execução do Estatuto da Igualdade Racial (Cap. I, Art. 6º). O prazo para anúncio da nova instância pelo ministro Alexandre Padilha (MS) é a realização da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III CONAPIR), de 5 a 7 de novembro, em Brasília (DF).

Acesse o PDF: Comitê apresentará proposta de instância no Ministério da Saúde até 11 de outubro (Seppir, 26/09/2013)


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" ser negra (o) não é questão de pigmentação, é resistência para ultrapassar a opressão"
http://fuxicodeterreiro.blogspot.com

BAIXOU A TAXA DE MORTALIDADE, MAS A PREVENÇÃO CONTINUA!

(Agência Brasil) Apesar da queda generalizada nas taxas de mortalidade da aids, a doença está presente em todo o mundo e nenhum país está isento de dar continuidade às medidas de prevenção e combate, disse o infectologista e professor de medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu Alexandre Naime Barbosa.

Leia também: Aids está entre principais causas de doenças incapacitantes na América Latina (Agência Brasil)
Pela primeira vez, novos casos de Aids têm queda, diz ONU (O Estado de S.Paulo)

Entre 2006 e 2010, as mortes em decorrência da aids aumentaram em 98 países, como mostra o estudo O Peso do HIV: Percepções a partir do Estudo Global sobre o Peso de Doenças 2010, do Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde, da Universidade de Washington.

"As barreiras econômicas, culturais e geográficas estão cada vez mais tênues hoje em dia. Portanto, não há lugar para estigmatizar países de maior risco, todos os locais sofrem com a epidemia e devem somar esforços para uma luta diária contra o HIV", avaliou Naime.

Dados divulgados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) indicam que a epidemia foi globalmente interrompida e revertida. No entanto, no Brasil, segundo o estudo, a aids é apontada como a 11ª causa de doenças incapacitantes ou de redução de vida. Dos 17 países da América Latina, Colômbia, Honduras, Panamá e Venezuela têm a aids como uma das dez principais causas de doenças incapacitantes.

"A mortalidade por aids no Brasil tem caído muito nos últimos anos, graças ao sucesso do programa que garante acesso aos medicamentos anti-HIV. Porém, esse dado positivo não pode ser traduzido em uma sensação de falsa segurança. Esse tipo perigoso de banalização não leva em conta os múltiplos efeitos adversos a curto, médio e longo prazo, bem como o estigma e o preconceito que ainda sofrem as pessoas vivendo com HIV/aids", explicou o infectologista.

O médico é enfático ao defender a prevenção da doença. "O recado é bem simples e conhecido, porém atual e necessário: use o preservativo em todas as relações sexuais".

Acesse o PDF: Apesar de queda nas mortes, infectologista alerta para atenção global com a aids (Agência Brasil, 25/09/2013)



PORTUGAL, legalizou, as complicações reduziram!


"O número de atendimentos por complicações de 'aborto ilegal' nos serviços de urgência diminuiu consideravelmente desde 2007", refere o documento que analisa os problemas associadas à interrupção da gravidez.

A média anual de atendimentos nos serviços de urgência, entre 2002 e 2007, por complicações ligadas ao aborto ilegal foi de 1.258, tendo descido para uma média de 241 entre 2008 e 2012.

Contudo, entre 2008 e 2012 há ainda que contar com as complicações registradas nas interrupções de gravidez dentro do quadro legal. Ainda assim, a média anual destes cinco anos fica abaixo dos 1.100 casos, e menor que a registrada antes da entrada em vigor da nova lei.

De acordo com os dados do relatório da Direção Geral da Saúde (DGS), também se notou uma redução do número de complicações mais graves, como infeção/septcemia e perfuração do útero.

Das oito mortes maternas registradas em 2011 e 2012 nas unidades de saúde que responderam ao questionário, nenhuma esteve associada à interrupção da gravidez, quer legal ou ilegal.

Aliás, estima-se, internacionalmente, que a mortalidade materna associada à interrupção da gravidez legal é de 0,32 em cada 100 mil nascimentos.

"A frequência de complicações comunicadas pelos serviços de saúde em 2011 e 2012 enquadra-se nos valores encontrados noutros centros internacionais", refere o relatório.

Para Teresa Bombas, da Sociedade Portuguesa de Contracepção, estes são indicadores positivos e mostram que a nova lei da interrupção voluntária da gravidez trouxe vantagens na diminuição da morbidade e dos problemas do aborto clandestino.

No Dia Mundial da Contracepção, a especialista adianta que os números em Portugal mostram que há 209 interrupções da gravidez por cada 100 mil nados vivos, dados abaixo da média europeia.

Internacionalmente, estima-se que, todos os anos, mais de 41% dos 208 milhões de gravidezes em todo o mundo não sejam planejadas, o que significa que mais de 80 milhões de mulheres têm filhos não desejados ou planejados.

Em nível mundial, dois milhões de adolescentes com menos de 15 anos e 16 milhões com idade entre os 15 e os 19 anos são mães anualmente.

Dados que são hoje divulgados pelas entidades organizadoras do Dia Mundial da Contracepção indicam que mais de metade das mulheres em idade reprodutiva nos países desenvolvidos querem evitar a gravidez.

Em Portugal, segundo Teresa Bombas, 65% das mulheres em idade fértil recorrem a contracepção oral (pílula) para não engravidar e as gravidezes na adolescência têm vindo progressivamente a diminuir.

Os desafios da contracepção serão debatidos na sexta-feira e no sábado por profissionais de saúde e investigadores, numa reunião da Sociedade Portuguesa da Contracepção que ocorrerá na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Acesse o PDF: Complicações associadas a abortos com redução significativa em Portugal (RTP Notícias - 26/09/2013)   

fonte: Agência de Notícias Patrícia Galvão 


Câncer de mama é a segunda maior causa de morte das mulheres! Previna-se!


O acesso de mulheres entre 50 e 69 anos ao exame de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 37% entre 2010 e 2012. Este público é considerado prioritário pelo Ministério da Saúde, pois depois dos 35, a incidência do câncer de mama aumenta progressivamente.
A mamografia é o instrumento que permite a detecção precoce do câncer, pois mostra lesões em fase inicial, ainda muito pequenas, medindo milímetros. O Instituto de Câncer (Inca) recomenda que o exame seja feito a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos, ou segundo recomendação médica.
Segundo o Inca, o de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado precocemente, os resultados são razoavelmente bons.
No total, foram feitos 4,4 milhões de mamografias pelo SUS, representando um crescimento de 26% em relação a 2010. Em 2012, o Ministério da Saúde investiu R$ 92,3 milhões para aumentar o acesso ao exame.
No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama são altas, segundo o Inca, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.  No Brasil, este câncer é a segunda maior causa de morte de mulheres.
Antes dos 35 anos, a doença é relativamente rara. Acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Em 2010, morreram 12.705 mulheres e 147 homens em decorrência do câncer de mama. Em 2011, foram 13.225  mortes pela doença.
Segundo o Inca, evitar a obesidade, por meio de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos, são recomendações básica para prevenir o câncer de mama, pois o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença. Segundo o instituto, a ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, é contra-indicada, pois é fator de risco para esse tipo de tumor, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos.
Como sintomas, o Inca alerta que podem surgir alterações na pele que recobre o seio, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante a casca de laranja. Secreção no mamilo também é um sinal de alerta. O sintoma do câncer palpável é o caroço no seio, que pode ser acompanhado ou não de dor. Podem também surgir nódulos perceptíveis na axila.
Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com história familiar de câncer de mama, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) tiveram a doença antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver o câncer. A recomendação do Inca é que esse grupo deve ser acompanhado por médico a partir dos 35 anos.

Fonte: EBC e Informativo Mulher Negra, 01/10/2013


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SUA SEXUALIDADE É ASSUNTO SEU, SUA SAÚDE É ASSUNTO NOSSO!


Mulheres lésbicas e bissexuais sentem-se inibidas em procurar ajuda do ginecologista. Revelar nossa intimidade num contexto social de enorme preconceito não é uma tarefa fácil. E ainda existe o medo do uso dos aparelhos (como o espéculo) para aquelas que não sofrem penetração nas suas relações sexuais.


Embora não seja possível estimar quantas vão aos consultórios, pois não existe a possibilidade de informação da orientação sexual no prontuário médico, apontamos para a falta de um espaço adequado para dialogarmos sobre nossas dúvidas e práticas sexuais.

A falta de acolhimento por parte do corpo de profissionais de saúde na rede pública, somadas ao medo da rejeição e ao preconceito efetivamente existente, faz com que muitas dentre nós saiamos dos consultórios com recomendações para usar pílulas anticoncepcionais ou camisinhas masculinas.

Sem orientação adequada algumas acham que só desenvolvem câncer de útero mulheres quem têm relações heterossexuais, deixando de prestar atenção a um fator de aumento de risco para aquelas que nunca tiveram uma gravidez e desconsiderando a necessidade de fazerem os exames e a prevenção de DSTs/AIDS.

Temos necessidade de efetivar o plano nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar a assistência ginecológica de qualidade e atenção à saúde integral em todas as fases da vida para todas as mulheres, sejam lésbicas, bissexuais, transexuais ou heterosexuais.

No consultório médico não entra o preconceito e ali TODAS SÃO BEM VINDAS!

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Principais Resultados da Pesquisa

  • Pesquisa revela tensão, por parte dos médicos, entre a noção de homossexualidade como distúrbio hormonal ou doença psíquica e a necessidade de aderir a um discurso “politicamente correto” de não discriminação.

  • No caso das mulheres os dados indicam que a saúde em geral é um tema delicado porque envolve experiências de discriminação e expectativas de desconforto, particularmente em relação à consulta ginecológica.

  • As mulheres mais masculinas tendem a evitar os médicos, recorrendo aos serviços de saúde, em geral, apenas nas situações em que se percebem incapacitadas para o trabalho ou para realizarem atividades cotidianas.

  • A abordagem das questões de prevenção faz pouco sentido para as entrevistadas lésbicas porque elas não percebem riscos nas suas práticas sexuais. Além disso, o tema desperta tensões no que diz respeito ao imperativo da fidelidade conjugal e a própria afirmação de uma identidade lésbica.

  • Há um pacto de silêncio a respeito da homossexualidade: os profissionais não falam sobre este assunto por medo de invadir a privacidade ou discriminar as pacientes, ou simplesmente porque não se sentem capacitados (tecnicamente) para abordar o assunto.

  • Já as mulheres têm receio de serem tratadas com distinção e alimentam dúvidas quanto à necessidade dessa informação durante a consulta, o que as faz silenciar sobre sua orientação e práticas sexuais.
  • O Resultado disso é uma consulta impessoal, que não reconhece a diferença das mulheres lésbicas e bissexuais, com pacientes acuadas pelo medo da discriminação explícita e um silêncio de ambas as partes que afasta as mulheres lésbicas, sobretudo as mais masculinizadas dos consultórios do SUS.

  • As consultas não raro resultam em receitas de contraceptivos e indicação de uso de camisinhas masculinas, o que faz com que as mulheres, invisibilizadas, não retornem ao consultório médico.


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